
O Piauí, especialmente Teresina, tem se tornado um centro de consumo e distribuição de drogas na região Nordeste, além de ser um importante ponto de tráfico. Recentes operações, como a "Operação Denarc 60" deflagrada pelo Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), têm buscado desmantelar organizações criminosas ligadas ao tráfico interestadual de drogas e à lavagem de dinheiro.
Na operação mais recente, realizada nesta sexta-feira, foram cumpridos 28 mandados de prisão, além do bloqueio de 14 empresas que eram usadas para lavar dinheiro proveniente do tráfico de drogas. Dois empresários foram presos em Teresina, considerados os principais articuladores da facção criminosa que enviava drogas, especialmente skank, para o Piauí a partir do Norte do Brasil, com origem na Bolívia. A facção, além de traficar drogas, utilizava empresas de fachada e lojas de revenda de veículos como meios para lavar o dinheiro ilegal.
As prisões ocorreram também em outros Estados, como Amazonas, Pará, São Paulo e Maranhão, reforçando o alcance interestadual da organização. Em Teresina, dois empresários, um deles conhecido como Jocélio, foram capturados em um condomínio na zona Leste da cidade, sendo eles os principais líderes da organização criminosa no Piauí.
O delegado Samuel Silveira, coordenador do Denarc, destacou que a operação foi responsável por desbaratar a principal organização criminosa que enviava drogas ao Piauí. Jarbas Lima, outro delegado do Denarc, detalhou que a facção utilizava caminhões e veículos com compartimentos secretos, modificados em uma oficina na zona Norte de Teresina, para transportar drogas e armas. Aliás, as armas vinha camufladas em automóveis e caminhões juntamente com os tabletes de skank.
O delegado Samuel Silveira assegura que o esquema de narcotráfico do Piaui age numa espécie de parceria entre as facções criminosas Família do Norte, que atua no Amazonas, e o Bonde dos 40 que controla parte da distribuição de drogas em Teresina.
Além das prisões, foram sequestrados bens, como imóveis e contas bancárias, com o objetivo de sufocar financeiramente a organização. Ao todo, foram bloqueados R$ 200 milhões em bens e ativos, visando enfraquecer a capacidade de operação da facção. Esta ação representa uma das maiores ofensivas contra o narcotráfico no Piauí, atingindo tanto os líderes do tráfico quanto a estrutura financeira que sustentava essas atividades criminosas.



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