
O Dia Mundial de Combate ao Acidente Vascular Cerebral (AVC) é comemorado nesta quinta-feira, 29 de outubro, com o objetivo de conscientizar a população acerca de fatores de risco e da importância da prevenção para diminuição de fatalidades em casos de doenças vasculares. A data foi instituída em 29 de outubro de 2004, durante o Congresso de AVC em Vancouver, no Canadá.
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) acarreta uma série de consequências, e reconhecer os principais sintomas de forma imediata é fundamental para reduzir o risco de sequelas. Segundo o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, em 2025, o Brasil registrou mais de 130 mil mortes causadas por AVCs.
De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi), o estado registrou redução de 46,95% na morte por AVCs durante o período entre 2022 e 2026. Mesmo assim, a unidade federativa teve 5.340 mortes registradas em 2025 por conta de doenças cardiovasculares, sendo mais de dois mil óbitos por AVCs.
Para a neurologista do Hapvida, Tiemi Thais Tomonaga, o número reforça a importância de agir rapidamente. “O diagnóstico tardio pode reduzir as possibilidades de tratamento adequado e aumentar o risco de sequelas permanentes, como alterações motoras, visuais e de equilíbrio, incapacidade funcional e até morte”, afirma.
Segundo Tiemi, os sinais mais comuns incluem perda de força ou dormência de um lado do corpo, assimetria no rosto e alterações na fala, como dificuldade para pronunciar palavras ou nomear objetos. O início repentino dessas manifestações deve motivar a busca por atendimento. Mesmo alterações discretas ou que desapareçam espontaneamente precisam ser avaliadas.
A neurologista explica que nem todos os episódios apresentam os sinais mais conhecidos. Tontura súbita, perda de equilíbrio, alterações visuais e dificuldade para caminhar também merecem atenção. “Esses sintomas podem ser confundidos com labirintite, cansaço ou problemas musculares, atrasando o diagnóstico. O principal sinal de alerta é o início súbito de um sintoma neurológico novo, mesmo que seja discreto ou desapareça espontaneamente”, destaca.
A prevenção tem início recomendado como parte da rotina da população antes da chegada da terceira idade. Condições como hipertensão, diabetes, tabagismo, sobrepeso, obesidade e sedentarismo estão entre os principais fatores de risco. Praticar atividades físicas, evitar o uso do cigarro e consumo de álcool, e manter acompanhamento médico são medidas recomendadas, inclusive, para pessoas mais jovens.
De acordo com a neurologista, estudos internacionais sugerem associação entre extremos de temperatura e aumento da ocorrência e da mortalidade por AVC, principalmente em pessoas acima de 65 anos. “Este risco é, portanto, mais relevante em pessoas com hipertensão, diabetes, arritmia cardíaca, tabagismo ou doença vascular prévia”, explica.
Emergências
Em caso de suspeita de AVC, a orientação é ligar imediatamente para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo telefone 192, e descrever os sinais observados. É recomendado anotar o horário em que os sintomas começaram ou, caso a pessoa acorde com alterações, registrar quando foi vista bem pela última vez. Não se deve oferecer alimentos, líquidos ou medicamentos por conta própria.
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