
Depois de seis dias fugindo das autoridades, o empresário e influenciador digital Antônio Robson da Silva Pontes, conhecido como Robin da Carne, finalmente se entregou à Delegacia de Repressão e Combate aos Crimes de Informática (DRCI) em Teresina, na tarde desta segunda-feira, 14 de outubro. Ele era o último foragido da Operação Jogo Sujo II, que prendeu outros sete influenciadores digitais suspeitos de promoverem jogos de azar ilegais nas redes sociais.
Robin da Carne, acompanhado de advogados, foi detido pela polícia e, agora, enfrenta acusações graves que incluem estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa. O empresário estava com a prisão temporária decretada desde o início da operação, mas conseguiu se manter em fuga por mais de uma semana, levantando questões sobre onde esteve escondido e quem teria colaborado com seu esquema de fuga.
Durante o período em que esteve foragido, as autoridades intensificaram as investigações e vasculharam possíveis esconderijos. Embora detalhes sobre sua localização ainda sejam mantidos sob sigilo, fontes internas sugerem que ele contou com uma rede de apoio para evitar a captura. Agora, sob custódia, Robin da Carne terá que responder não apenas pelos crimes já imputados, mas também por sua tentativa de escapar da justiça.
A Operação Jogo Sujo II trouxe à tona um esquema milionário de promoção de plataformas ilegais de jogos de azar, envolvendo influenciadores que recebiam até R$ 30 mil por semana para divulgar as apostas. Robin da Carne, com seu estilo de vida luxuoso exibido nas redes sociais, promovia uma imagem de sucesso financeiro atrelada a essas práticas, enganando seus seguidores e lucrando com a exploração de um sistema sem regulamentação no país.
Em sua defesa, o empresário alegou que não tinha conhecimento total da ilegalidade das plataformas e que foi envolvido no esquema sem perceber a gravidade da situação. No entanto, as provas contra ele são robustas, e a polícia judiciária já indicou que as movimentações financeiras ligadas ao influenciador são incompatíveis com sua renda declarada.
Agora preso, Robin da Carne se diz disposto a colaborar com as investigações, mas sua credibilidade já está abalada. A polícia segue apurando novos elementos que possam esclarecer quem esteve envolvido na sua fuga e se outros crimes podem vir à tona.
Interpelado pelos repórteres na saída da delegacia o influenciador respondeu em tom de deboche: "Sou um trabalhador".
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