
Uma viagem de aproximadamente 2.500 quilômetros entre Xanxerê, em Santa Catarina, e Mato Grosso terminou com uma daquelas histórias que pescador gosta de contar e, neste caso, com uma fotografia difícil de esquecer. Um grupo de amigos atravessou o país para passar uma semana pescando no Rio Teles Pires, na região de Sinop, e acabou encontrando exatamente o que procurava: um pirarucu de impressionantes 2,45 metros.
A pescaria foi organizada por Vilson Rossetto, pai de Felipe Rossetto, que atualmente mora em Mato Grosso. A ideia era reunir familiares e amigos para alguns dias de pesca, convivência e, claro, tentar realizar um sonho antigo: encontrar um exemplar de grandes proporções.
Quem teve o privilégio de fisgar o gigante foi Junior Santin. E não foi de uma embarcação convencional. O peixe foi capturado a bordo de um caiaque, o que transformou a disputa em uma experiência ainda mais desafiadora. Segundo Junior, aquele era um sonho que começou assistindo a vídeos de grandes pescarias e que finalmente pôde ser vivido na prática.
“Foi a realização de um sonho, fisgar esse gigante em um caiaque”, contou o pescador, que também fez questão de agradecer à esposa, Sabrina Benelli, e aos amigos que participaram da expedição.
A aventura, porém, não foi apenas sobre o tamanho do peixe. Para o grupo, a viagem representou também a oportunidade de reunir amigos de longa data em torno de uma paixão comum. Lucas, Felipe Rossetto e Vilson fizeram parte da equipe que acompanhou a pescaria e ajudou a transformar a expectativa em realidade.
Felipe descreveu a captura como um daqueles acontecimentos difíceis de explicar. A viagem tinha objetivo definido e uma expectativa enorme: encontrar um pirarucu realmente grande. O grupo conseguiu mais do que isso. Conseguiu levar para casa uma história que provavelmente será repetida muitas vezes.
“Existem momentos que são difíceis de se explicar. Essa pescaria, como tantas outras as quais fizemos, tinha uma expectativa, um sonho, um propósito. Um exemplar de 2,45 metros, um pirarucu gigante”, relatou Felipe.
A captura também reforçou a ligação da família Rossetto com a pesca. Felipe destacou o papel do pai, Vilson, responsável por organizar a viagem e conduzir o grupo aos locais de pesca. Segundo ele, o pai “não mede esforços” para reunir a família e os amigos em experiências como essa.
Para enfrentar um peixe daquele tamanho em uma embarcação tão pequena, Junior utilizou um caiaque Hunter 285, vara Venza de 20 a 50 libras, carretilha BG FW2, linha multifilamento de 0,32 milímetro e isca viva. O conjunto exigia controle, experiência e muita paciência para conduzir um peixe de quase dois metros e meio em meio ao rio.
O pirarucu, um dos maiores peixes de água doce do mundo, é uma das espécies mais emblemáticas da pesca amazônica e mato-grossense. Por isso, encontrar um exemplar desse porte já seria uma experiência extraordinária. Fazer isso depois de cruzar o Brasil e ainda a bordo de um caiaque tornou a história ainda mais especial.
No fim, a pescaria mostrou que algumas viagens valem mais pelo caminho do que pelo destino. Foram milhares de quilômetros percorridos, uma semana de expectativa, amizade reunida e uma captura que superou o sonho original.
Do outro lado do Brasil, um grupo de amigos saiu atrás de uma grande aventura e voltou com um gigante de 2,45 metros para contar a história.
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