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Polícia SETIMA PRISÃO

Influenciadora Yrla Lima é presa em operação ocntra jogos de azar no Piauí

Sétima influenciadora detida na Operação Jogo Sujo II, Yrla Lima se entregou à polícia após ser considerada foragida, acusada de envolvimento em esquema milionário de estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa

10/10/2024 às 19h25
Por: Douglas Ferreira
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Yrla Lima foi presa ao se apresentar à polícia - Foto: Reprodução
Yrla Lima foi presa ao se apresentar à polícia - Foto: Reprodução

A Operação Jogo Sujo II, deflagrada pela Polícia Civil do Piauí, culminou na prisão de diversos influenciadores digitais acusados de envolvimento em um esquema de jogos de azar ilegais. Um dos nomes de maior destaque é Marta Evelin Lima de Sousa, conhecida popularmente como Yrla Lima. A influenciadora se entregou à polícia na tarde de 10 de outubro de 2024, após ser considerada foragida desde o início da operação, que teve início no dia anterior. Ela foi a sétima influenciadora a ser presa, acompanhada por suas advogadas na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), em Teresina.

Crimes investigados

Yrla Lima está sendo investigada por uma série de crimes graves, incluindo:

  • Estelionato: obtenção de vantagens ilícitas por meio de fraudes.
  • Promoção de jogos de azar: participação ativa na divulgação de plataformas ilegais de apostas.
  • Indução do consumidor a erro: enganar o público através de publicidades fraudulentas.
  • Lavagem de dinheiro: dissimulação da origem ilícita de recursos provenientes dessas atividades.
  • Associação criminosa: organização para a prática sistemática desses crimes.

Esses crimes estão relacionados à promoção de jogos de azar em suas redes sociais, onde influenciadores, como Yrla Lima, utilizavam suas plataformas para divulgar e atrair seguidores para participarem das apostas, apresentando, muitas vezes, falsos ganhadores.

Contexto da operação

A Operação Jogo Sujo II foi uma continuação das investigações que começaram meses antes com a Operação Jogo Sujo I, que desvendou um esquema criminoso envolvendo jogos de azar online ilegais em cidades como Teresina (PI), Caxias (MA) e Timon (MA). Além de promoverem essas plataformas, os influenciadores ajudavam a encobrir a origem ilícita do dinheiro ganho com as apostas, o que caracteriza o crime de lavagem de dinheiro. Segundo as investigações, milhões de reais foram movimentados por meio dessas atividades ilegais, sem que os envolvidos pudessem comprovar a origem legítima de seus recursos.

Motivo do mandado de prisão

Contra Yrla Lima, foi emitido um mandado de prisão temporária de cinco dias. A prisão temporária serve para que as autoridades possam aprofundar as investigações e prevenir que os suspeitos destruam provas ou fujam. Yrla, que havia sido considerada foragida, se apresentou voluntariamente, evitando ser capturada pela polícia.

Outros alvos da operação

Além de Yrla Lima, outros influenciadores digitais e pessoas ligadas ao esquema foram presos:

  • Pedro Lopes Lima Neto (conhecido como "Lokinho"), Letícia Ellen Negreiro de Abreu, Diogo Macedo Basílio, Milena Pâmela Oliveira, Brenda Ferreira e Douglas Guimarães Pereira Neves foram presos por ordem judicial.
  • Cabo Jairo, policial militar, foi preso em flagrante por posse de celular roubado, enquanto Ferreira Neto, pai de Brenda Ferreira, foi preso por porte ilegal de arma.

Ainda há um alvo foragido, Antônio Robson da Silva Pontes, mais conhecido como "Robin da Carne", que, segundo seus advogados, estaria fora da cidade a trabalho e planeja se apresentar voluntariamente à polícia.

Envolvimento dos influenciadores

Os influenciadores atuavam como "garotos-propaganda" dos jogos ilegais. De acordo com o delegado Alison Landim, da DRCI, existiam "agenciadores" que contatavam influenciadores e ofereciam vantagens para que eles divulgassem os jogos de azar em suas redes sociais. Esses anúncios muitas vezes incluíam vídeos de falsos ganhadores, enganando os consumidores. A prática não apenas prejudicava os apostadores, mas também servia para disfarçar a origem ilícita dos recursos obtidos pelos criminosos, caracterizando o crime de lavagem de dinheiro.

Consequências legais e financeiras

Além das prisões, a Justiça do Piauí determinou o sequestro de até R$ 5 milhões das contas bancárias dos envolvidos na operação. As investigações revelaram que os influenciadores movimentaram grandes quantias em dinheiro em um curto período de tempo, sem comprovação da origem lícita desses recursos.

Conclusão

A Operação Jogo Sujo II trouxe à tona um esquema complexo de jogos de azar ilegais envolvendo influenciadores digitais, que utilizavam suas plataformas para promover atividades criminosas. Yrla Lima e outros influenciadores estão sendo investigados por crimes graves, como estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Com as prisões, a polícia busca desmontar essa rede de atividades ilegais e garantir que os responsáveis sejam levados à justiça.

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