
Bill Gates, um dos homens mais ricos do mundo, acumula uma fortuna estimada em US$ 107 bilhões (cerca de R$ 577 bilhões), de acordo com a Forbes em outubro de 2024. Embora a maior parte desse patrimônio tenha origem na Microsoft, empresa que ele fundou com Paul Allen em 1975, a diversificação de seus investimentos foi crucial para a manutenção e expansão de sua riqueza ao longo dos anos.
O bilionário atingiu esse status principalmente através do sucesso da Microsoft, onde ocupou cargos de liderança por décadas. Durante esse período, Gates acumulou rendimentos substanciais com dividendos e valorização de ações. Em 2004, ele recebeu um pagamento único de US$ 3,3 bilhões da Microsoft, valor que foi integralmente doado para a Fundação Bill & Melinda Gates. Apesar de ter se afastado da empresa em 2020, Gates ainda possui aproximadamente 1,3% das ações, avaliadas em mais de US$ 40 bilhões.
Grande parte da fortuna de Gates é administrada pela Cascade Investment, uma holding que investe em setores diversificados, como energia, serviços públicos, imóveis e participação em empresas públicas e privadas. Dentre os principais investimentos estão propriedades da rede de hotéis Four Seasons, participações em empresas como Republic Services e Deere & Co., além de sua atuação como presidente da TerraPower, empresa de energia nuclear. Ele também investe em projetos de energia limpa, educação e saúde por meio de seu escritório privado, Gates Ventures.
Além de investimentos corporativos, Gates possui vastas propriedades imobiliárias. Sua residência principal, chamada Xanadu 2.0, está localizada à beira de um lago em Washington e é avaliada em US$ 131 milhões. Ele também é dono de um grande conjunto de propriedades na Flórida, compradas para apoiar a paixão de sua filha Jennifer Gates por equitação, além de ser proprietário de aviões de luxo e uma coleção de carros, incluindo modelos da Porsche.
Um aspecto notável de sua fortuna é o volume significativo de doações filantrópicas. Em 2022, ele transferiu mais de US$ 18 bilhões para a Fundação Bill & Melinda Gates, totalizando mais de US$ 59 bilhões em doações ao longo dos anos. Gates também é cofundador do The Giving Pledge, iniciativa que incentiva bilionários a doarem a maior parte de suas fortunas para causas beneficentes. Apesar de seu divórcio com Melinda French Gates em 2021, ambos continuam ativos no trabalho filantrópico.
Em meio às discussões globais sobre desigualdade econômica, Gates tem se posicionado favoravelmente a mudanças no sistema tributário, defendendo que os mais ricos devem pagar mais impostos e contribuir de maneira significativa para a sociedade. Ele afirmou em documentários, como "O Futuro de Bill Gates", da Netflix, que considera “estranho” o acúmulo de tanta riqueza, inclusive por parte dele mesmo, e que o ideal seria que os bilionários voluntariamente compartilhassem mais de suas fortunas.
Gates não vê sua permanência na lista dos mais ricos como uma realização, mas como uma oportunidade de usar seus recursos para promover mudanças sociais. Seu objetivo é continuar doando até deixar de figurar entre os maiores bilionários do mundo, reafirmando que a concentração de riqueza precisa ser reavaliada para que a sociedade se beneficie de forma mais justa e equitativa.
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