
Eis a capa da revista Veja: "A aposta no antipetismo" – mesmo com problemas sérios de articulação política, a direita segue competitiva para enfrentar o favoritismo de Lula graças à parcela dos eleitores que rejeita o histórico de escândalos e as ideias ultrapassadas do Partido dos Trabalhadores.
Tá vendo? Opa. Calma. Já leu a matéria por completo? Muito cuidado, pois é um terreno espinhoso. Parece muito mais um olhar para posteriormente se posicionar melhor. E sabe de que lado ficará "o panfleto"? Eis a realidade da contextualização da velha mídia. Vamos ao que realmente interessa.
Exportar para os Estados Unidos da América ficou inviável? Olha só o Estadão: "Tarifa deixa mercado americano mais distante, mas empresas defendem negociações em vez de retaliação." Produtos como máquinas, calçados e etanol são os mais afetados pela nova tarifa de 12,5%, que compromete a competitividade no mercado americano e força empresas a buscarem novos acordos comerciais.
Texto da redação do Estadão diz mais: a sobretaxa americana de 12,5% sobre produtos importados do Brasil era amplamente aguardada desde o início da semana, mas o anúncio não deixou de ter um gosto amargo para as empresas brasileiras, sobretudo as mais afetadas, como as dos setores de máquinas e equipamentos, madeira, calçados, etanol e parte do agronegócio. Em alguns casos, elas serão taxadas em 37,5%, o que praticamente acaba com a competitividade no mercado americano. A saída, que não é trivial, será buscar novos acordos e mercados para continuarem exportando.
A nova taxa foi anunciada uma semana depois de o governo americano taxar o Brasil em 25%, devido à investigação da Seção 301 pelo Escritório do Representante do Comércio dos EUA. Nesse caso, a alegação dos Estados Unidos em relação ao Brasil era a existência de práticas comerciais e de regulação do comércio digital, envolvendo PIX, etanol e propriedade intelectual.
Agora, a justificativa foi a de que o Brasil e outras 59 economias não combatem de forma efetiva a importação de produtos feitos em países que utilizam trabalho forçado. O Brasil tenta se explicar, mas as explicações, no entanto, não surtiram efeito. Segundo o jornal The New York Times, as tarifas entraram em vigor à 0h01 de sexta-feira, dia 24, substituindo uma tarifa global de 10% que expiraria no mesmo horário.
O fato é que, apesar de 2 mil produtos entrarem na lista de isenção, outros 3 mil produtos brasileiros serão sobretaxados. Em setores como celulose e pescados, incidirá somente a tarifa de 12,5%, afirmou o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias.
Mas há aqueles sujeitos à dupla tributação (37,5%), como calçados, máquinas, equipamentos, peças, componentes, confecções e produtos químicos (desde que não sejam farmacêuticos). Com esse novo aumento, o Brasil se torna o segundo país com maior alta da tarifa efetiva durante o governo Trump, perdendo apenas para a China. Na prática, a medida amplia o alcance do tarifaço americano.
Segundo a Amcham Brasil, 85,3% das exportações atingidas — o equivalente a US$ 10,7 bilhões por ano — passarão a enfrentar a sobretaxa acumulada de 37,5%, um dos níveis mais elevados aplicados pelos Estados Unidos a parceiros comerciais.
O jogo está sendo jogado? E de uma forma jamais vista? A culpa é de quem foi cutucar onça com vara curta. Se os Estados Unidos da América não perderam uma eleição na América Latina, irão perder a principal delas? O Brasil tem dinheiro suficiente para fazer frente à "derrama norte-americana de dólares"? Quem viver verá quem, de fato, sairá vencedor desta parada. E China e etc. e tal não se metem, não. Querem apenas lucrar?
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