
Eis uma frase célebre. Quem foi o autor dessa frase? Paulo de Tarso (também conhecido como Saulo de Tarso) foi um missionário judeu, cidadão romano e o principal teólogo do cristianismo primitivo. Autor de 13 cartas do Novo Testamento, converteu-se após uma visão de Jesus e viajou pelo Império Romano para expandir a fé além das fronteiras judaicas. Nascido em Tarso (na atual Turquia), inicialmente pertencia à seita dos fariseus e perseguia violentamente os primeiros cristãos. Sua trajetória mudou radicalmente a caminho de Damasco, quando teve uma experiência mística que o levou a dedicar a vida à pregação do Evangelho, tornando-se o maior propagador do cristianismo.
Faxinando a vida, nobre escritor? Em outras palavras, relembrando o passado? Existem pessoas que não gostam sequer de pensar no passado. O certo é que amanhecemos fazendo, literalmente, uma faxina no quarto e na biblioteca. Terminamos agora há pouco e, por que não, relembrar o passado? A formação jesuítica é muito sólida e vem de muito tempo. Somos do tipo que não guarda nenhuma revolta, muito menos ingratidão. Pelo contrário, aprendemos muito, e existem coisas que se aprendem e jamais são esquecidas.
Ainda hoje, muitos pensam que a vida de seminarista consiste apenas em rezar, comer, beber, dormir e estudar. Nos bons seminários, os seminaristas fazem de tudo um pouco. Há tempo para tudo. E o sábado é dia de faxina: limpar banheiros, o quarto, a biblioteca particular ou coletiva. Nos dias atuais, praticamente vivemos como monges. O que é isso, moço? É aquela pessoa que vive no mundo, mas não participa de nada mundano. Dizemos isso com humildade, pedindo todos os dias a proteção de Deus para seguir no caminho do bem. Acordamos, fizemos a oração e, até agora, realizamos uma verdadeira geral na nobre biblioteca!
E o "combatendo o bom combate"? Não é apenas uma alusão a Paulo. É pensar em quantos há muito tempo não fazem uma faxina em sua própria casa ou apartamento. O bom da faxina é fazê-la você mesmo, e não apenas pagar para que outros a façam. Depois de tudo limpo, dá uma sensação agradável, de que você está vivo e combatendo o bom combate.
A sociedade vive cheia de medos. Você sabia que, nos dias atuais, existem quartos ou casas que mais parecem depósitos de lixo? Simplesmente porque as pessoas passam o dia todo correndo atrás de dinheiro, não apenas para pagar as contas, mas, sobretudo, para demonstrar aos outros a aquisição de bens. E aí, o que muitas vezes acontece? Quartos e, muitas vezes, até mesmo casas ou apartamentos parecem verdadeiras lixeiras.
Existem pessoas que, na modernidade e na contemporaneidade, antes mesmo de fazerem suas preces, rezas ou orações, a primeira coisa que fazem é ligar os aparelhos eletrônicos, especialmente o celular. Aí o tempo vai passando e "o lixo vai se acumulando em todos os sentidos". Combater o bom combate é atribuição de todo excelente cristão!
E qual foi a percepção ao rever os inúmeros livros lidos? Desta vez, devido à idade, pois, depois dos 54 anos, a vida vai ficando bem mais pragmática, filtramos o que ainda deve ser lido e o que deveremos reler. E a sensação? A da finitude humana. Não há como ler tudo o que desejamos, muito menos abarcar todas as áreas do saber. Somos simplesmente pó, e ao pó retornaremos.
Lembrando novamente do passado? Não sei como são as coisas nos dias atuais, mas, antigamente, todo jesuíta tinha, em sua comunidade, apenas a capela, um quarto com uma escrivaninha e, o melhor, uma imensa sala de leitura e uma enorme biblioteca. Tudo muito simples. Muitas vezes, havia quem perguntasse: "Apenas isso?". Estavam certos. Continuam assim. A vida é simples, e os sábios não devem acumular nada, a não ser sabedoria e o amor a Deus acima de tudo e de todos.
Mas os jesuítas não estão cada vez mais enfraquecidos e com poucos companheiros? E muitos deles não se tornaram arrogantes e sem respeito por quem de fato tem vocação? O juízo não consiste justamente em perceber o lado bom da vida? O que absorvemos foi apenas o que é bom, correto e justo. A gratidão é o único tesouro dos humildes. Combater o bom combate é um dom de Deus, e é Ele quem sempre determina o que fomos, o que somos e o que seremos. Obediência, disciplina e inteligência são coisas boas!
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