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Flávio Bolsonaro vai aos EUA para contestar tarifas e diz que defenderá empresas e o PIX

Senador afirma que apresentará argumentos técnicos e políticos em audiência oficial em Washington, critica a condução da política externa do governo Lula e promete defender interesses econômicos brasileiros

05/07/2026 às 16h46
Por: Douglas Ferreira
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Flávio Bolsonaro investe para demover o governo americano das taxas aplicadas ao Brasil - Foto: Reprodução
Flávio Bolsonaro investe para demover o governo americano das taxas aplicadas ao Brasil - Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) desembarcou neste domingo (5) em Washington, nos Estados Unidos, onde participará de uma audiência no Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) para discutir as sobretaxas aplicadas a produtos brasileiros.

Segundo o parlamentar, a viagem tem como principal objetivo defender os interesses das empresas nacionais e apresentar argumentos técnicos e políticos para tentar reverter as medidas que, na avaliação dele, prejudicam as exportações brasileiras e comprometem a competitividade do país no mercado internacional.

Ao comentar sua participação na audiência, Flávio fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e à condução da política externa do governo federal. Para o senador, a relação diplomática entre Brasil e Estados Unidos foi conduzida de forma equivocada, contribuindo para o atual cenário de tensão comercial.

"Enquanto o atual presidente manda o dedo do meio para o povo brasileiro, eu vim a Washington defender os brasileiros", declarou.

Outro tema que será levado por Flávio às autoridades norte-americanas é o PIX. O senador afirmou que defenderá o sistema de pagamentos instantâneos, destacando que a ferramenta foi criada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e se consolidou como um dos principais instrumentos de inclusão financeira do país.

Segundo ele, o PIX representa um patrimônio tecnológico brasileiro e não deve ser alvo de críticas ou questionamentos que possam comprometer seu funcionamento ou sua credibilidade.

Flávio Bolsonaro também sustentou que as sobretaxas impostas pelos Estados Unidos decorrem, em parte, da postura adotada pelo governo brasileiro nas negociações internacionais. Na avaliação do parlamentar, o governo Lula demorou a buscar canais institucionais de diálogo para tentar evitar as sanções comerciais.

Durante a agenda em Washington, o senador pretende apresentar sua visão sobre os impactos econômicos das tarifas para empresas, produtores e trabalhadores brasileiros, defendendo uma solução negociada que preserve os interesses do Brasil.

O parlamentar voltou ainda a mencionar sua atuação em defesa da classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelo governo norte-americano. Segundo ele, essa pauta também foi apresentada anteriormente às autoridades dos Estados Unidos.

Para Flávio, a audiência conduzida pelo representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, representa o espaço institucional adequado para discutir as sobretaxas e buscar alternativas para reduzir os prejuízos às exportações brasileiras.

A viagem ocorre em um momento de intensificação das discussões sobre a política comercial entre Brasil e Estados Unidos e amplia o debate político interno sobre os rumos da diplomacia brasileira, os impactos das tarifas sobre a economia nacional e as estratégias que poderão ser adotadas para fortalecer as relações comerciais entre os dois países.

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