
A eleição municipal de Teresina foi marcada por uma vitória contundente de Sílvio Mendes, do União Brasil, médico e ex-prefeito, que derrotou não apenas o deptuado Fábio Novo, do Partido dos Trabalhadores, mas um bloco político que representava tudo o que a população mais desaprova. Esse 'blocão' uniu antigos rivais e figuras desacreditadas, numa tentativa desesperada de garantir o poder a qualquer custo. A derrota, no entanto, foi muito mais abrangente: atingiu diretamente o governador Rafael Fonteles, que apostou todas as suas fichas na candidatura de Novo, acreditando que poderia ditar as regras da política piauiense, também na capital do Estado.
Fonteles, que se lançou de corpo e alma na campanha, acreditou que poderia repetir o cenário que o elegeu governador, cercado por aliados e secretários, na ilusão de que o apoio em massa seria suficiente para garantir a vitória de seu candiato. Mas, como ficou claro nas urnas, eleição se ganha no voto, no corpo a corpo, na identificação genuína com o eleitor. Não basta ser conhecido ou aparecer na mídia; é preciso ter presença nas comunidades, ter serviços prestados, e conquistar a confiança das pessoas de maneira autêntica. O eleitorado teresinense, rebelde e politizado por natureza, mostrou que não aceita mais 'candidatos de cartola', escolhidos por líderes que tentam impor suas vontades de cima para baixo.
Essa derrota não é apenas de Fábio Novo. É uma derrota de todos aqueles que se renderam ao seu 'encanto' ou ao 'canto da sereia' prometido por Fonteles. Derrota de Luciano Nunes, Fernando Said, de Bárbara e Lucy Soares, filha e ex-esposa do ex-prefeito Firmino Filho que ao aderirem à campanha de Fábio Novo selaram o destino político dela e da filha. Lucy que já foi primeira-dama, deputada estadual bem votada amargou uma pífia votação para vereadora. A derrota é também de tantos outros deputados, vereadores e empresários que engrossaram o 'blocão'. A aliança formada, repleta de figuras historicamente antagônicas, ignorou a lógica básica da política: quando forças tão heterogêneas se unem apenas para derrotar um oponente, o resultado é o fracasso. Como se diz no futebol, "esqueceram de combinar com os russos", ou melhor, com o povo, com o eleitoral de Teresina.
O festival de pesquisas falsas, muitas das quais beiravam o escandaloso, também não ajudou. Não se pode manipular o eleitorado com números inflados ou promessas vazias. O marketing político é importante, mas não faz milagres. E quando até meios de comunicação respeitados se nivelam ao vale-tudo da política, o resultado é desastroso. No final, as pesquisas não refletiram a realidade, e nem todo o esforço de Fonteles e seu grupo de secretários foi capaz de reverter o quadro de derrota.
"Graças a Deus, a gente vive num regime democrático. É preciso que os poderes sejam compartilhados com quem possa resolver esses problemas, seja em Parnaíba, seja no Amapá. Isso é uma decisão da população, do eleitor. É preciso saber dividir poder", afirmou o prefeito eleitor de Teresina, Sílvio Mendes
Sílvio Mendes, com seu histórico de realizações e serviço prestado, mostrou que experiência, seriedade, honestidade e compromisso com a cidade ainda são fundamentais. Ele não venceu apenas o 'blocão' de Fábio Novo e seus aliados, mas também o PT, que viu desmoronar uma das poucas chances de eleger um prefeito em capital nordestina, área de forte influência do partido. Nem mesmo o presidente Lula se atreveu a subir no palanque e colar sua imagem à candidatura de Novo, percebendo que as pesquisas mentiam e que seria prudente manter distância.
No final, quem saiu vitorioso foi o eleitor teresinense. A população de Teresina deu um recado claro: dinheiro, fake news e marketing não garantem eleição, especialmente contra um candidato com um legado comprovado e a confiança das pessoas. Essa foi uma vitória da democracia, uma reafirmação de que o poder pertence ao povo, e não a quem tenta impô-lo com artifícios.
Viva o Estado Democrático de Direito e viva o eleitorado piauiense, em especial o de Teresina, que não permitiu a hegemonia política do PT no município, Estado e na União, afinal democracia é um governo de todos e não de uma ideologia ou um grupo político. E viva sua excelência, a democracia!
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