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Polícia atinge núcleo financeiro de facção e cumpre 68 mandados

Ação ocorreu no Piauí, Ceará e Rio de Janeiro para combater lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e estrutura financeira de organização criminosa.

30/06/2026 às 08h24
Por: Suzana Moreno
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Foto: Ascom/SSP
Foto: Ascom/SSP


Uma operação coordenada pelo Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) foi deflagrada na manhã desta terça-feira (30) para cumprir 68 mandados judiciais contra integrantes de uma organização criminosa com atuação no Piauí, Ceará e Rio de Janeiro. A oitava fase da investigação concentrou esforços no setor responsável pela movimentação e ocultação do dinheiro obtido com atividades ilegais, como o tráfico de drogas e extorsões. Durante a ação, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores que ultrapassam R$ 50 milhões.

As investigações tiveram início em 2024, após a identificação de um grupo ligado à liderança da facção instalada na comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro, com ramificações no município de Pedro II, no Norte do Piauí, e no estado do Ceará. Segundo a Polícia Civil, a apuração permitiu identificar toda a estrutura da organização, desde o comando nacional até os responsáveis pelas atividades criminosas em cada região. Entre os investigados estão apontados líderes do tráfico de drogas, responsáveis pela logística da facção e executores de homicídios.

De acordo com a polícia, as fases anteriores da operação resultaram na elucidação de 13 assassinatos atribuídos ao grupo criminoso e no cumprimento de mais de 42 mandados de prisão. Entre os casos investigados estão as mortes da adolescente Giovanna Maria de Oliveira, de 14 anos, e de Danilo Soares, encontrado enterrado em uma cova rasa na zona rural de Pedro II. As investigações também apontaram que um dos executores confessou participação em seis homicídios e uma tentativa de assassinato. Nesta etapa, um dos presos é suspeito de ter dado apoio logístico à fuga registrada na Penitenciária Federal de Mossoró, em 2024.

Segundo o delegado Charles Pessoa, o objetivo desta fase foi atingir a estrutura financeira da organização, considerada essencial para manter as atividades criminosas. A operação reuniu equipes do DRACO, da Delegacia Seccional de Pedro II, da Superintendência de Operações Integradas, da Força Estadual Integrada de Segurança Pública, da Diretoria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública e da Polícia Civil, além de unidades da Polícia Militar e delegacias de diversas regiões do estado. As investigações continuam para identificar novos envolvidos, ampliar o bloqueio de patrimônio e enfraquecer a atuação da organização criminosa.

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