
Por que ele se tornou alvo das autoridades brasileiras e norte-americanas?
Victor Henrique de Oliveira Shimada é empresário e sócio da Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda. Ele também participa da Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda, empresa sediada em Portugal. Ambas foram sancionadas pelo governo dos Estados Unidos por suposto envolvimento em um esquema internacional de lavagem de dinheiro.
Segundo o Departamento do Tesouro dos EUA, Shimada seria um dos principais operadores financeiros ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), atuando como elo entre integrantes da facção na Flórida e organizações de tráfico internacional.
As autoridades americanas afirmam que ele teria movimentado mais de US$ 30 milhões em recursos de origem ilícita, utilizando criptomoedas e empresas para ocultar a origem do dinheiro e transferir valores para o Brasil em benefício da organização criminosa.
No Brasil, Victor Shimada também é investigado pela Polícia Federal em apurações sobre suposta lavagem de dinheiro relacionada ao caso VaideBet, que investiga possíveis irregularidades no contrato de patrocínio firmado entre a empresa de apostas e o Corinthians.
A mais recente fase das investigações ganhou força com a Operação Exchange, deflagrada pela Polícia Federal, que apura um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro envolvendo empresas, movimentações bancárias, dinheiro em espécie e criptoativos. A Justiça determinou o bloqueio de bens e ativos de até R$ 10,4 bilhões dos investigados.
Até o momento, Victor Shimada não foi localizado pelas autoridades. Sua defesa informou que só irá se manifestar após ter acesso integral aos autos da investigação.
O caso evidencia como organizações criminosas têm recorrido a empresas, operações internacionais e ativos digitais para movimentar recursos ilícitos, tornando as investigações cada vez mais complexas e de alcance transnacional.
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