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O futuro da energia no Brasil: foco nas renováveis

ONS projeta que, até 2028, mais da metade da geração elétrica do país virá de fontes sustentáveis, exigindo maior flexibilidade no sistema

06/10/2024 às 12h15
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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O Brasil caminha para uma transformação significativa em sua matriz energética, com novas fontes renováveis, como eólicas, fotovoltaicas, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), ganhando maior participação. De acordo com projeções do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), essas fontes representarão 51% da capacidade instalada de geração de energia elétrica no país em 2028, superando as tradicionais usinas hidrelétricas e térmicas, que responderão por 49%.

Atualmente, o parque gerador brasileiro conta com 215 mil megawatts (MW) de capacidade instalada, sendo 59% provenientes de hidrelétricas e térmicas e 41% de fontes renováveis. Até 2028, essa capacidade deve aumentar para 245 mil MW, com destaque para a micro e minigeração distribuída (MMGD), que abrange painéis solares instalados em telhados de residências e pequenas fazendas solares, contribuindo com quase metade do crescimento projetado.

No entanto, o aumento de fontes renováveis, que são intermitentes por natureza, traz desafios operacionais para o sistema elétrico brasileiro. Ao contrário das hidrelétricas e térmicas, a geração de energia dessas novas fontes varia ao longo do dia. A produção solar, por exemplo, depende da irradiação durante o dia, enquanto a eólica é mais intensa à noite e de madrugada, tornando a operação mais complexa.

Essa variabilidade tem exigido maior flexibilidade das hidrelétricas e térmicas, principalmente nos horários de pico de demanda. O ONS tem sido obrigado a aumentar a produção dessas usinas para compensar a menor geração de fontes renováveis no fim da tarde. Em 2024, por exemplo, a diferença entre a menor e a maior geração das hidrelétricas em um mesmo dia chegou a 38,3 mil MW, com várias ocorrências superando os níveis de 2023.

O Plano da Operação Energética (PEN) 2024, divulgado pelo ONS, destaca a necessidade de flexibilidade operativa para equilibrar a oferta e a demanda em tempo real. Esse ajuste é essencial para garantir o fornecimento de energia no país, especialmente em um cenário em que a participação das fontes intermitentes continua a crescer.

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