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Internacional GUERRA SEM FIM

General ucraniano prevê mudança no rumo da guerra e aponta desgaste das forças russas

Comandante afirma que próximos meses serão decisivos para Kiev recuperar território e fortalecer posição em negociações de paz

31/05/2026 às 11h20
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A guerra entre Ucrânia e Rússia pode entrar em uma nova fase nos próximos meses. Essa é a avaliação do brigadeiro-general Andriy Biletsky, um dos principais comandantes das forças ucranianas. Em entrevista à Reuters, ele afirmou que os próximos seis meses serão fundamentais para que a Ucrânia recupere a iniciativa no campo de batalha e fortaleça sua posição em futuras negociações de paz com Moscou.

Segundo Biletsky, o Exército russo enfrenta sinais de desgaste após mais de quatro anos de conflito. Embora as tropas de Moscou tenham conquistado avanços territoriais desde a invasão iniciada em 2022, o ritmo dessas conquistas diminuiu ao longo de 2026. Para o comandante, a Ucrânia tem a oportunidade de ampliar a pressão militar e impedir que a Rússia complete o controle da região de Donetsk, uma das áreas mais disputadas da guerra.

Nos últimos meses, Kiev intensificou ataques com drones contra bases militares, sistemas de defesa aérea e estruturas logísticas russas. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou recentemente que as forças do país recuperaram centenas de quilômetros quadrados de território neste ano. Especialistas internacionais também avaliam que a Rússia enfrenta dificuldades crescentes para manter o mesmo nível de ofensiva, enquanto a Ucrânia aposta cada vez mais em tecnologia, robôs militares e drones para compensar a falta de soldados.

Apesar do otimismo demonstrado pelo comando ucraniano, os combates continuam intensos no leste do país, especialmente na região do Donbas. A Rússia segue pressionando áreas estratégicas e mantém sob seu controle cerca de um quinto do território ucraniano. Enquanto isso, tanto Kiev quanto Moscou buscam vantagens militares que possam influenciar uma eventual retomada das negociações para encerrar um dos maiores conflitos da Europa nas últimas décadas.

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