
Mais de 40 milhões de colombianos vão às urnas neste domingo (31) para escolher o próximo presidente da República em uma das eleições mais disputadas dos últimos anos. O senador de esquerda Iván Cepeda, apoiado pelo presidente Gustavo Petro, lidera as pesquisas, mas os levantamentos indicam que dificilmente conseguirá votos suficientes para vencer já no primeiro turno, tornando um segundo turno em junho o cenário mais provável.
A disputa ganhou intensidade em meio ao aumento da violência no país. Nos últimos meses, atentados, confrontos entre grupos armados e assassinatos de lideranças políticas e profissionais da imprensa aumentaram a preocupação da população. A segurança pública se tornou o principal tema da campanha, superando debates sobre economia e programas sociais.
O principal adversário de Cepeda é o advogado e empresário Abelardo de la Espriella, que se apresenta como um candidato independente e defensor de medidas rígidas contra o crime organizado. Suas propostas incluem a construção de megaprisões e uma ofensiva contra grupos armados ilegais. Também aparece com força na disputa a senadora conservadora Paloma Valencia, apoiada pelo ex-presidente Álvaro Uribe e defensora de uma linha dura contra a corrupção, o narcotráfico e a violência.
Analistas avaliam que o avanço da criminalidade tem fortalecido candidaturas ligadas a pautas de segurança. Durante o governo Petro, as tentativas de negociação com grupos armados enfrentaram dificuldades e o tráfico de drogas continuou crescendo. Diante desse cenário, a eleição é vista como um teste para o futuro político da Colômbia e poderá definir se o país seguirá o projeto da atual gestão ou optará por uma mudança de rumo conduzida por candidatos de direita.
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