Domingo, 28 de Junho de 2026
25°

Parcialmente nublado

Teresina, PI

Economia INDÚSTRIA

Produção industrial brasileira sobe 0,1% em agosto após queda em julho

Desempenho das indústrias extrativas impulsiona o resultado, mas perdas ainda não foram totalmente recuperadas

03/10/2024 às 07h36 Atualizada em 04/10/2024 às 06h57
Por: Wagner Albuquerque
Compartilhe:
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A produção industrial do Brasil registrou leve alta em agosto, de 0,1%, após ter caído 1,4% em julho, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última quarta-feira. O resultado foi impulsionado principalmente pelo desempenho das indústrias extrativas, embora a recuperação ainda não tenha sido suficiente para compensar a perda do mês anterior.

Na comparação com o mesmo período de 2022, a produção industrial cresceu 2,2% em agosto. Com esse avanço, o nível de produção industrial está 1,5% acima do patamar pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020, mas ainda permanece 15,4% abaixo do recorde histórico de maio de 2011. O desempenho mensal ficou em linha com as expectativas de analistas consultados pela Reuters, que previam uma alta de 0,1% no mês e 2,3% no acumulado anual.

Segundo André Macedo, gerente da pesquisa no IBGE, a retomada do crescimento é positiva, mantendo o setor industrial acima dos níveis pré-pandêmicos, mas ele alerta que ainda há perdas a serem recuperadas. Macedo destacou que o fortalecimento do mercado de trabalho e a redução da inadimplência são fatores que têm contribuído para o desempenho do setor.

No entanto, especialistas alertam para uma possível desaceleração da economia brasileira no segundo semestre, impulsionada pelo aumento da taxa básica de juros (Selic), que foi elevada em 0,25 ponto percentual no mês passado, chegando a 10,75%. O mercado espera novos aumentos nas próximas reuniões do Banco Central, o que pode impactar o ritmo de crescimento industrial.

Entre os setores que mais se destacaram em agosto estão as indústrias extrativas, que cresceram 1,1% após queda de 2,2% em julho. Já os segmentos de veículos automotores, produtos diversos e impressão apresentaram as maiores quedas. O setor de Bens de Capital também recuou, enquanto Bens Intermediários e de Consumo tiveram avanços, reforçando o cenário de recuperação moderada e desigual da indústria brasileira.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários