
O governo da Alemanha estuda aumentar a contribuição paga por adultos sem filhos para financiar o sistema público de cuidados do país. A medida surge em meio ao envelhecimento acelerado da população e ao risco de um déficit bilionário no auxílio destinado a idosos, pessoas com deficiência e pacientes que necessitam de cuidados permanentes.
Atualmente, pessoas sem filhos já pagam uma taxa maior que pais e mães no chamado seguro de cuidados. Um documento interno do Ministério da Saúde, divulgado pela imprensa alemã, propõe elevar a cobrança de 4,2% para 4,3% da renda. O sistema funciona de forma semelhante ao INSS brasileiro, onde trabalhadores contribuem para manter benefícios sociais e de saúde.
A proposta recebeu apoio de partidos da base do governo, que defendem que famílias com filhos ajudam diretamente a sustentar o futuro da previdência e dos programas sociais. Autoridades alemãs afirmam que o país precisa encontrar formas de manter o sistema funcionando diante do aumento da população idosa e da queda no número de nascimentos.
Por outro lado, partidos de oposição e entidades sociais criticaram a ideia. Para os críticos, a medida penaliza pessoas sem filhos e teria impacto financeiro pequeno diante do tamanho da crise. Especialistas alertam que o sistema alemão precisa de uma reforma mais ampla para evitar problemas ainda maiores nos próximos anos.
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