
O criador do Linux, Linus Torvalds, endureceu o discurso contra o uso exagerado de ferramentas de inteligência artificial no desenvolvimento do sistema operacional. Segundo ele, análises automatizadas estão gerando uma grande quantidade de revisões sem importância prática, o que tem dificultado o andamento do kernel Linux 7.1, atualmente na fase rc5, uma das etapas finais antes do lançamento oficial.
Torvalds afirmou que o projeto está mais “inchado” do que deveria nesta fase do desenvolvimento. Normalmente, o Linux passa por sete versões release candidate antes da versão definitiva, mas o atual volume de correções pode até obrigar a equipe a criar uma oitava etapa. O principal problema, segundo o desenvolvedor, é o excesso de relatórios produzidos por ferramentas de IA usadas para encontrar possíveis bugs no código.
Apesar das críticas, Torvalds deixou claro que não é contra o uso de inteligência artificial no projeto. O que ele questiona é o envio massivo de problemas considerados antigos, pouco relevantes ou até já solucionados anteriormente pelos próprios desenvolvedores. Em comunicado publicado para a comunidade, ele afirmou que começará a rejeitar pull requests considerados sem sentido ou fora de prioridade para o atual estágio do kernel.
A prioridade agora, segundo Torvalds, é corrigir regressões, que são falhas causadas por mudanças recentes no código e que podem comprometer funções já estáveis do sistema. O criador do Linux pediu que os colaboradores façam uma análise mais cuidadosa antes de enviar contribuições ao projeto. Se não houver novos atrasos, a previsão é que o Linux 7.1 seja lançado oficialmente em junho de 2026.
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