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EUA bombardeiam Sul do Irã mesmo durante cessar-fogo e tensão global volta a crescer

Pentágono classificou ação como “autodefesa” após movimentação militar iraniana no Estreito de Ormuz; acordo nuclear segue distante e Oriente Médio continua sob risco de guerra ampliada

26/05/2026 às 04h30 Atualizada em 26/05/2026 às 12h26
Por: Douglas Ferreira
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Secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que Washington ainda tentará esgotar os caminhos diplomáticos antes de ampliar as operações militares - Foto: Reprodução
Secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que Washington ainda tentará esgotar os caminhos diplomáticos antes de ampliar as operações militares - Foto: Reprodução

O cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã mal começou e já dá sinais de extrema fragilidade. Nesta segunda-feira (25), forças militares americanas voltaram a bombardear alvos no sul do Irã, numa ação que o Pentágono classificou como “autodefesa”. O episódio escancara que a chamada trégua está longe de representar paz verdadeira no Oriente Médio. Na prática, o mundo continua sentado sobre um barril de pólvora.

Segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM), os ataques atingiram lançadores de mísseis e embarcações iranianas que, supostamente, se dirigiam ao Estreito de Ormuz para instalar minas marítimas. Washington afirma que a ação foi necessária para proteger tropas americanas e impedir ataques contra caças dos EUA na região. O Irã, até o fechamento desta matéria, evitou comentar oficialmente o episódio.

O problema é que os bombardeios acontecem justamente no momento em que diplomatas tentam construir um acordo para encerrar a guerra iniciada em fevereiro de 2026, quando EUA e Israel lançaram ataques coordenados contra instalações iranianas. Desde então, o conflito provocou uma escalada militar sem precedentes recentes, atingindo não apenas o Irã, mas toda a estabilidade do Oriente Médio.

O Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo consumido no planeta, segue operando sob tensão máxima. Qualquer ameaça à região dispara imediatamente o preço da energia, afeta bolsas internacionais e amplia o temor de uma crise econômica global. O mundo acompanha apreensivo cada movimento militar entre Washington e Teerã.

O presidente dos EUA, Donald Trump, deixou claro que não há acordo garantido. “O acordo com o Irã será excelente e significativo ou não haverá acordo algum”, declarou. Já o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que Washington ainda tentará esgotar os caminhos diplomáticos antes de ampliar as operações militares.

Do lado iraniano, o próprio regime reconhece que as negociações seguem distantes de um consenso definitivo. Ou seja: apesar do discurso de cessar-fogo, a guerra continua viva, apenas em pausa momentânea.

O cenário atual mostra que o conflito entre EUA e Irã deixou de ser apenas uma disputa regional. Hoje, qualquer ataque, ameaça ou movimentação militar já provoca impactos diretos sobre petróleo, comércio internacional, inflação e segurança global. O cessar-fogo existe no papel. Na prática, os mísseis continuam falando mais alto.

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