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O WhatsApp lê suas mensagens? A Meta está de olho nas suas conversas e a polêmica que viralizou nas redes

Pesquisadores acusaram o app de guardar histórico sem proteção extra; Instagram já encerrou a criptografia; e o WhatsApp garante que suas mensagens continuam seguras

25/05/2026 às 17h17
Por: Wagner Albuquerque
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Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

Uma discussão sobre privacidade digital tomou conta das redes sociais nos últimos dias e colocou o WhatsApp no centro de uma polêmica que já ultrapassa 460 mil visualizações no X. Pesquisadores do perfil Mysk denunciaram que o aplicativo guarda o histórico de mensagens sem uma camada extra de criptografia no iPhone e no Mac, e que existe uma "pasta compartilhada" entre Facebook, Instagram e WhatsApp nos dispositivos da Apple, chamada group.com.facebook.family. Na teoria, isso abriria caminho para que outros aplicativos da Meta acessassem as conversas dos usuários sem pedir permissão.

Na prática, porém, o cenário é outro. O banco de dados do WhatsApp fica guardado em um container separado, e não na pasta compartilhada entre os apps. O sistema da Apple atua como uma barreira e bloqueia qualquer tentativa de acesso cruzado entre os aplicativos. O perfil WABetaInfo, especializado em novidades do mensageiro, entrou na discussão e confirmou que a pasta dedicada ao WhatsApp existe por um motivo específico: permitir que o usuário migre da conta pessoal para o WhatsApp Business sem perder o histórico de conversas. Os pesquisadores do Mysk reconheceram que o acesso indevido não está acontecendo hoje, mas alertaram que bastaria uma única linha de código nos apps do Facebook e do Instagram para mudar isso.

Enquanto o WhatsApp tenta defender sua reputação de privacidade, o Instagram já foi em outra direção. A Meta decidiu encerrar a criptografia de ponta a ponta nas mensagens diretas do Instagram a partir de 8 de maio de 2026, passando a ter a possibilidade de acessar as interações dos usuários dentro da plataforma. A mudança foi comunicada de forma discreta nos termos do aplicativo e gerou reações opostas: organizações de proteção infantil comemoraram a decisão, argumentando que a criptografia dificultava investigações sobre crimes virtuais, enquanto especialistas em privacidade classificaram a medida como um retrocesso. 

Diante de toda a polêmica em torno do WhatsApp, a empresa foi direta na resposta. O aplicativo enviou nota afirmando que "qualquer alegação de que as mensagens das pessoas no WhatsApp não são criptografadas é categoricamente falsa e absurda", reforçando que utiliza criptografia de ponta a ponta baseada no protocolo Signal há uma década. Ainda assim, o debate levanta uma questão que vai além da tecnologia: com o Instagram abrindo mão da proteção máxima e a infraestrutura técnica da Meta cada vez mais integrada entre seus aplicativos, até onde vai a privacidade de quem usa as plataformas do grupo?

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