
A Organização Mundial da Saúde declarou emergência de saúde pública internacional diante do avanço de um surto raro de ebola na República Democrática do Congo e em Uganda. O alerta foi emitido após o crescimento de casos da variante Bundibugyo, uma cepa para a qual ainda não existe vacina aprovada. Apesar da preocupação global, a OMS informou que a situação ainda não é considerada uma pandemia.
Até agora, autoridades de saúde confirmaram casos laboratoriais e centenas de infecções suspeitas na província de Ituri, no leste do Congo. A região enfrenta dificuldades severas por causa de conflitos armados, deslocamentos populacionais ligados à mineração e falta de estrutura médica. Segundo relatos locais, muitos pacientes estão morrendo dentro de casa sem isolamento adequado, aumentando o risco de transmissão entre familiares.
O ebola é uma doença altamente contagiosa transmitida pelo contato com fluidos corporais ou sangue de pessoas infectadas. Os sintomas incluem febre intensa, hemorragias e falência de órgãos. O período de incubação pode chegar a 21 dias. Nas últimas décadas, o vírus matou mais de 15 mil pessoas na África e já provocou algumas das piores crises sanitárias do continente.
Especialistas alertam que o novo surto preocupa porque ocorre em áreas de difícil acesso e com baixa capacidade de testagem laboratorial. A República Democrática do Congo já registrou 17 surtos desde que o vírus foi identificado pela primeira vez, em 1976. Agora, autoridades internacionais correm contra o tempo para evitar que a doença atravesse fronteiras e provoque uma nova crise humanitária na região.
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