
Se engana quem romantiza o socialismo como uma doutrina igualitária voltada ao bem comum ou à construção de uma sociedade verdadeiramente equilibrada entre todos. Não. Nunca foi assim. Não é assim e dificilmente será um dia. A história mostra exatamente o contrário. Onde regimes socialistas e comunistas foram implantados, o resultado frequentemente veio acompanhado de perseguições, prisões, tortura, fome e morte em larga escala.
Foi assim na antiga União Soviética, onde Josef Stalin é acusado por historiadores de ser responsável pela morte de milhões de pessoas durante expurgos políticos, campos de trabalhos forçados e perseguições internas. Estima-se que cerca de 43 milhões de pessoas morreram como resultado direto ou indireto do regime de Stalin.
Na China de Mao Tsé-Tung, os números ligados a execuções, fome e repressão política também são considerados alarmantes por diversos pesquisadores. Mao Zedong é frequentemente apontado por historiadores como um dos líderes políticos mais letais da história moderna. Estimativas históricas atribuem ao seu governo dezenas de milhões de mortes, provocadas principalmente por fome, repressão política, perseguições ideológicas e execuções de opositores.
Um dos episódios mais trágicos ocorreu durante o chamado Grande Salto Adiante, entre 1958 e 1962, período marcado por políticas econômicas desastrosas que desencadearam uma gigantesca fome na China. Diversos estudos estimam que cerca de 45 milhões de chineses tenham morrido nesse período em decorrência da fome, trabalhos forçados e violência estatal.
Mesmo nos tempos atuais, regimes socialistas espalhados pelo mundo continuam acumulando denúncias graves de perseguição a opositores, repressão política e violações sistemáticas de direitos humanos. Ao longo do século XX, estimativas históricas apontam que Estados comunistas foram responsáveis pela morte de dezenas de milhões de pessoas, número frequentemente citado por estudiosos como superior ao de outros regimes autoritários combinados no mesmo período.
Desde a revolução de 1959, Cuba acumula milhares de mortes ligadas à repressão política do regime, incluindo perseguições a dissidentes e execuções por fuzilamento. Levantamentos históricos apontam 9.222 mortes registradas entre 1959 e 2020, sendo 3.051 delas no El paredón de fusilamiento - o paredão de fuzilamento.
E na Venezuela bolivariana? Os números também impressionam. Segundo a ONG Provea, o regime de Nicolás Maduro teria sido responsável por 10.853 execuções extrajudiciais desde 2013. Apenas em 2025, a organização registrou 336 mortes atribuídas a policiais e militares venezuelanos.
De acordo com a entidade, as execuções extrajudiciais são mortes provocadas por agentes do Estado sem julgamento ou processo legal. O relatório afirma ainda que grande parte das vítimas tinha entre 18 e 30 anos e vivia em bairros populares. A ONG também denunciou crescimento expressivo nos casos de desaparecimentos forçados, além de prisões arbitrárias, tortura e perseguição contra opositores, sindicalistas e defensores de direitos humanos.
A coordenadora da Provea, Lissette González, afirmou que nenhum dos casos registrados em 2025 teria sido devidamente investigado pelo Ministério Público venezuelano. Já o coordenador-geral da entidade, Óscar Murillo, declarou que a estrutura repressiva criada ao longo dos últimos anos permanece ativa no país mesmo após mudanças recentes no cenário político venezuelano.
Para críticos desses regimes, os dados históricos e contemporâneos reforçam a visão de que experiências socialistas frequentemente caminham lado a lado com concentração de poder, repressão estatal e limitação das liberdades individuais.
TENSÃO INTE Trump endurece o tom e ameaça: “O Irã deixará de existir” se romper cessar-fogo novamente
ESTREITO DE ORMUZ Novos ataques dos EUA elevam risco de guerra aberta no Oriente Médio
DESASTRE NATURAL 1430 mortos: Venezuela vive uma das maiores tragédias sísmicas de sua história
TERREMOTO VENEZUELA Venezuela vive corrida contra o tempo enquanto número de mortos chega a 920 e mais de 54 mil seguem desaparecidos
ITAMARATY Terremoto na Venezuela: tragédia deixa centenas de vítimas e atinge brasileiros
UMA ONDA AZUL América Latina desavermelha? Keiko Fujimori vence no Peru e amplia avanço da direita na região Mín. 23° Máx. 32°