
O brasileiro nunca comeu tanto ovo. Segundo dados do Instituto Ovos Brasil, o consumo deve chegar a cerca de 320 unidades por pessoa em 2026, mais que o dobro do registrado há vinte anos. O avanço reflete mudanças nos hábitos alimentares da população, que passou a buscar alimentos mais saudáveis, ricos em proteína e com preço mais acessível diante da alta de outras carnes.
O crescimento também ganhou força com a popularização das dietas fitness e low carb, além do aumento no uso das chamadas canetas emagrecedoras. Pessoas que fazem tratamento para perda de peso passaram a consumir mais proteínas para preservar a massa muscular durante o emagrecimento. Nesse cenário, o ovo ganhou espaço por ser prático, nutritivo e barato. Segundo o presidente do Instituto Ovos Brasil, Edival Veras, o alimento deixou de ser visto com desconfiança e passou a ser tratado como parte importante da alimentação diária.
Outro fator que ajudou no aumento do consumo foi a mudança nas recomendações nutricionais sobre colesterol. Com a diferenciação entre o colesterol considerado bom e o prejudicial, antigos mitos ligados ao ovo perderam força. Estudos também passaram a destacar benefícios relacionados à saúde ocular, controle do diabetes e envelhecimento saudável. Para especialistas do setor, o ovo é um dos alimentos mais completos disponíveis, rico em vitaminas, minerais, antioxidantes e aminoácidos essenciais.
A produção nacional acompanha esse crescimento. O Brasil produz atualmente mais de 250 milhões de ovos por dia e quase toda a produção fica no mercado interno. Entre os principais estados produtores estão São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. O setor afirma que a expansão tem ocorrido de forma equilibrada para evitar excesso de oferta e acredita que o consumo ainda deve crescer nos próximos anos, com recomendações nutricionais já apontando a possibilidade de até dois ovos por dia na alimentação.
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