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Trump sugere Venezuela como “51º estado” dos EUA

Publicação com bandeira americana sobre o mapa venezuelano amplia tensão política e levanta debate sobre interesses estratégicos na América Latina

13/05/2026 às 10h42 Atualizada em 15/05/2026 às 08h55
Por: Wagner Albuquerque
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Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a causar repercussão internacional após publicar em sua rede Truth Social uma imagem da Venezuela coberta pelas cores da bandeira americana, acompanhada da expressão “51º Estado”. A postagem aconteceu um dia depois de Trump afirmar, em entrevista à Fox News, que estaria considerando “seriamente” transformar o país sul-americano em parte oficial dos Estados Unidos.  

A declaração gerou forte reação porque não foi tratada apenas como provocação política. Nos últimos meses, Trump tem repetido discursos sobre influência direta na Venezuela e chegou até a brincar dizendo que poderia disputar a presidência do país. Em outra fala recente, afirmou que aprenderia espanhol rapidamente para atuar politicamente em território venezuelano. O republicano também mencionou o enorme potencial petrolífero venezuelano, estimado por ele em dezenas de trilhões de dólares, como um fator estratégico para Washington.  

Do lado venezuelano, a resposta veio em tom duro. A presidente interina, Delcy Rodríguez, rejeitou qualquer possibilidade de anexação e afirmou que os venezuelanos valorizam sua independência e soberania nacional. Analistas internacionais avaliam que a fala de Trump mistura provocação eleitoral, pressão geopolítica e disputa por recursos energéticos, principalmente em um momento em que a Venezuela volta a atrair interesse econômico internacional após anos de isolamento.  

Apesar do impacto político e simbólico das declarações, transformar a Venezuela em um estado americano seria algo extremamente improvável e dependeria tanto da aprovação do Congresso dos EUA quanto do consentimento do próprio governo venezuelano. Ainda assim, o episódio reforça o estilo agressivo de Trump na política externa, marcado por discursos que frequentemente rompem limites diplomáticos tradicionais e colocam a América Latina novamente no centro das disputas estratégicas entre grandes potências.  

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