
O deputado Nicolás Maduro Guerra afirmou que seu pai, o ex-ditador Nicolás Maduro, acreditou que morreria durante a ofensiva militar dos Estados Unidos que o retirou do poder em janeiro. Em entrevista ao jornal espanhol El País, ele relembrou o momento como uma despedida. Segundo o filho, a cúpula do governo também achava que o então ditador não sobreviveria ao ataque.
Na madrugada da operação, Caracas foi alvo de bombardeios e o líder venezuelano chegou a enviar uma mensagem ao filho enquanto tentava se proteger. Pouco depois, foi capturado e levado para os Estados Unidos, onde responde a acusações ligadas ao narcotráfico. A ação marcou uma ruptura abrupta no poder na Venezuela e abriu um novo cenário político no país.
Preso em uma unidade de segurança em Nova York, Maduro passou a adotar uma rotina marcada por leituras religiosas. De acordo com o filho, ele lê a Bíblia com frequência e compartilha trechos durante as ligações. Apesar do isolamento inicial, mantém contato regular com a família e demonstra interesse por temas cotidianos, como a situação política interna e até resultados do futebol europeu.
Mesmo com o cenário adverso, Maduro Guerra afirma que o pai vê como uma vitória o fato de estar vivo. Ele também defende que o processo judicial ocorra dentro das leis americanas e acredita que o desfecho pode ser político, não apenas jurídico. O episódio revela não apenas a queda de um governo, mas o início de uma nova disputa de narrativa sobre o futuro da Venezuela.
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