Influente e conceituada, a Revista Oeste. Em artigo escrito por Augusto Nunes, ele escreve no introito: “Naufrágio em dose dupla – fiascos sucessivos no Congresso impõem a Lula a mais fragorosa derrota.” Vetado pela maioria dos 81 senadores, Jorge Messias, codinome Bessias, não será ministro do Supremo Tribunal Federal.
Na última quarta-feira, pela primeira vez desde 1894, o escolhido pelo presidente da República esbarrou na rejeição do Poder Legislativo — e agora só merece um espaço na ala dos fiascos históricos de algum museu da República. Em vez da toga que usaria por 29 anos, continuará envergando o terno de chefe da Advocacia-Geral da União, pelo menos até dezembro.
Messias fracassou, mas está fora da comissão de frente formada pela elite dos perdedores. Lá estão destaques mais vistosos, como os articuladores políticos do Planalto e ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), liderados por Gilmar Mendes. Mas o grande derrotado é Lula.
Eis a capa da Revista Oeste: “O derrotado” — depois da rejeição, no Senado, da indicação de Jorge Messias para o STF e da derrubada, no Congresso, do veto presidencial ao Projeto da Dosimetria, Lula termina a semana mais enfraquecido do que nunca, diz a manchete de capa da influente e conceituada Revista Oeste.
Na carta ao leitor, a diretora de redação, Branca Nunes, diz na “chamada” — edição 320 (Revista Oeste): a nova versão do programa de governo do PT e a diferença entre Brasil e Chile para lidar com a corrupção no Judiciário estão entre os destaques desta edição.
E diz mais: a seis meses da eleição presidencial, com seus índices de aprovação despencando a cada pesquisa de intenção de voto, Lula acaba de acrescentar mais duas derrotas ao acervo de fracassos. Na última quarta-feira, o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal). No dia seguinte, o Congresso derrubou o veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria.
Em duas reportagens que compõem a capa desta edição, Augusto Nunes e Adalberto Piotto reconstituem os bastidores de um episódio raríssimo no Congresso. “Pela primeira vez desde 1894, o escolhido pelo presidente da República esbarrou na rejeição do Poder Legislativo e assegurou a inclusão do seu nome na lista dos fiascos políticos históricos”, observa Nunes.
Piotto analisa o papel desempenhado pelo presidente do Senado: “Sem Davi Alcolumbre, a oposição não ganharia. Mas, sem a oposição, Davi não teria a maioria de votos contrários que impuseram uma marca negativa ao Palácio do Planalto.” Eis a capa da Oeste? Da influente e cada vez mais conceituada Revista Oeste.
Ainda na carta ao leitor, a revista diz que nem mesmo a tentativa de subornar os parlamentares, com a liberação de 12 bilhões em emendas, foi suficiente para garantir os votos. Como destaca Rodrigo Constantino, o Centrão embolsou o dinheiro sem entregar os votos necessários para a aprovação do chefe da Advocacia-Geral da União.
Embora o Congresso tenha evitado que ficasse pior o que já está ruim, o STF precisa ser depurado, diz Rodrigo Constantino. E a Revista Oeste acrescenta: o Chile deu um exemplo que merece ser seguido, lembra Eugenio Esber. Três ministros da mais alta corte do país foram afastados depois de vir à tona uma gravação comprometedora.
Eis os principais destaques. Torne-se assinante da Revista Oeste e desfrute das verdades que são escritas! E por que não censuram de vez esta revista?, pensou agora, neste momento, alguém. Não existe mais clima para isso. O Brasil acordou. E todos estão acuados e temerosos de novos acontecimentos via Congresso Nacional. Nos bastidores de Brasília, já se fala que, ainda este ano, dependendo das reações, senadores podem votar algo inédito já em 2026.