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Saúde SAÚDE

Ultraprocessados: estudo liga consumo diário a maior risco de demência

Mesmo pequenas quantidades já impactam o cérebro, dizem pesquisadores

01/05/2026 às 11h23 Atualizada em 02/05/2026 às 09h49
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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Um novo estudo acendeu um alerta sobre a alimentação moderna. Segundo a pesquisa, aumentar em apenas 10 por cento o consumo de alimentos ultraprocessados já pode elevar o risco de demência, mesmo entre pessoas que mantêm uma dieta considerada saudável. Na prática, isso equivale a incluir diariamente algo simples como um pacote pequeno de salgadinhos.

Os dados chamam atenção porque esse tipo de alimento domina a rotina alimentar, principalmente em países como os Estados Unidos. Hoje, mais da metade das calorias consumidas por adultos vem de ultraprocessados. Entre crianças, esse número é ainda maior. O estudo aponta que o problema não está apenas na substituição de alimentos saudáveis, mas no próprio nível de processamento desses produtos.

Os pesquisadores observaram que o aumento no consumo desses alimentos está associado a piora na atenção e no desempenho cognitivo ao longo do tempo. A cada crescimento de 10 por cento na ingestão, há uma queda perceptível na capacidade de foco e um aumento gradual no risco de demência futura. Especialistas destacam que os resultados reforçam uma tendência já observada em outros estudos recentes.

Na prática, a diferença entre os alimentos está na forma como são produzidos:

- Alimentos naturais incluem frutas, legumes, grãos e azeite, ricos em nutrientes essenciais
- Dietas como mediterrânea, DASH e MIND priorizam esses ingredientes e são associadas à proteção do cérebro
- Ultraprocessados são feitos a partir de substâncias modificadas, com aditivos químicos, açúcar, sal e gordura em excesso

Esses produtos têm baixo valor nutricional e podem afetar funções cognitivas ao longo do tempo

Apesar de não provar causa direta, o estudo reforça um sinal consistente da ciência: reduzir o consumo desses produtos pode ser uma das formas mais simples de proteger o cérebro, especialmente na meia idade, fase considerada decisiva para prevenir doenças no futuro.

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