Manchetes explodindo para tudo quanto é lado. E uma delas é a da tradicional e circunstancial revista Veja: Derrota histórica – ao rejeitar o nome de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal), o Senado dá um recado a Lula e enfraquece a candidatura petista a poucos meses da eleição. Nos bastidores do mundo político, em Brasília, somente se fala disso. E qual seria a única opção para o partidão? Apoiar outro partido e se contentar em ser vice. Mas o orgulho é tamanho que somente desejam ser apoiados e jamais apoiar. Então, não há saída. Já que os que atualmente estão no poder não abrem mão de disputar, mesmo que sejam derrotados, e de forma vergonhosa? Certo mesmo é que se tornaram assunto do momento as derrotas — e derrotas que não significam apenas algo pontual, mas um sinalizador de outras que virão. As bases (que nunca existiram de fato e foram confiáveis) estão ainda mais a se deteriorar a cada dia que passa. E os comentários irão além do feriadão. Passarão a tomar conta dos noticiários?
Eis o feriadão? Qual a origem do Dia do Trabalhador? O Dia do Trabalhador, comemorado em 1º de maio, tem origem na greve geral iniciada em 1º de maio de 1886, em Chicago (EUA), onde milhares de operários protestaram por melhores condições de trabalho, especificamente a redução da jornada de até 17 horas para 8 horas diárias. A repressão violenta contra os trabalhadores gerou repercussão mundial, tornando a data um símbolo de luta. Em 1886, operários americanos iniciaram greves e manifestações em 1º de maio, que resultaram em confrontos violentos e mortes, tornando os ativistas conhecidos como os “Mártires de Chicago”. Em 1889, a Segunda Internacional Socialista, reunida em Paris, decidiu instituir o 1º de maio como um dia de manifestação internacional pela redução da jornada de trabalho. No Brasil, a data começou a ser celebrada por movimentos operários no início do século XX e foi oficializada como feriado nacional em setembro de 1924, pelo presidente Artur Bernardes, sendo comemorada a partir de 1925. Durante o governo de Getúlio Vargas, a data foi utilizada para anunciar direitos trabalhistas, culminando na criação da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), em 1º de maio de 1943.
Sim, mas e o contexto das derrotas políticas do atual presidente da República Federativa do Brasil? Praticamente ninguém saiu em seu socorro publicamente. Há ainda alguns adeptos do sistema. Vários padres da Teologia da Libertação se pronunciaram via TV Aparecida, tecendo comentários enviesados e de forma descontextualizada, defendendo e dizendo mais: que o mal estava triunfando sobre o bem. Já pensou uma coisa dessas? Esse pessoal da Igreja retrógrada parou no tempo. São iguais ou piores do que os próprios defensores da “seita de um líder só” (expressão cunhada pelo jornalista Augusto Nunes diariamente no programa Oeste Sem Filtro). Teimam em defender o indefensável. A questão é muito mais ampla. O sistema que governa o mundo, e especialmente o Brasil, não aceita, não quer e nem aguenta mais o atual presidente simplesmente pelo fato de que não fez discípulos. O partidão não possui outras alternativas. E o “mais do mesmo” o brasileiro não tolera, não gosta, não deseja e não quer!
Eis o feriadão? Até mesmo a velha mídia está irradiante? E mais do que isso: aproveitando ao máximo o momento para faturar. Irão explorar as derrotas e espremê-las até dizer chega. Em suma, a imprensa não tem lado; tem momentos de circunstancialidades? Certo mesmo é o excelente trabalho da boa e aguerrida imprensa!