
O rei Charles III e a rainha consorte Camilla chegaram na última segunda-feira aos Estados Unidos para uma visita oficial de quatro dias. Recebidos pelo presidente Donald Trump na Casa Branca, eles iniciam uma agenda considerada a mais relevante do atual reinado, marcada por simbolismo histórico e desafios diplomáticos.
A chegada ocorreu na Base Aérea de Andrews, onde o casal foi recepcionado por autoridades e representantes da embaixada britânica. Em seguida, participaram de um encontro reservado com Trump e a primeira dama Melania. A programação inclui um discurso no Congresso, jantar de Estado e compromissos em Nova York, além de uma visita voltada a ações ambientais na Virgínia.
Apesar do clima cerimonial, a visita acontece em um momento de atrito entre Londres e Washington. O governo do primeiro ministro Keir Starmer tem sido pressionado pela Casa Branca por não aderir integralmente à estratégia dos Estados Unidos e de Israel na guerra contra o Irã, o que expôs fissuras na chamada relação especial entre os dois países.
Nos bastidores, a tensão aumentou após a circulação de um documento do Pentágono que sugere possíveis revisões em temas sensíveis para o Reino Unido, como a questão das ilhas Malvinas. Ao mesmo tempo, o rei evita temas delicados, como o escândalo envolvendo Jeffrey Epstein e o príncipe Andrew. Mesmo em tratamento contra o câncer, Charles tenta manter o foco na diplomacia e em pautas globais, em uma viagem que mistura tradição, política e incertezas.
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