
O governo dos Estados Unidos avalia ampliar os métodos de execução para condenados à pena de morte, incluindo fuzilamento, eletrocussão e asfixia por gás. A proposta foi apresentada pelo Departamento de Justiça, que apontou dificuldades na obtenção dos medicamentos usados nas injeções letais, hoje o método mais comum no país.
A medida cumpre uma promessa do presidente Donald Trump, que já havia retomado execuções federais em seu primeiro mandato após duas décadas de interrupção. Agora, a nova diretriz busca não apenas restabelecer a pena de morte em larga escala, mas também diversificar as formas de aplicação, segundo o relatório oficial.
De acordo com o Departamento de Justiça, a intenção é acelerar processos e ampliar o uso da pena capital para crimes considerados mais graves, como terrorismo e assassinatos de policiais. A decisão também reverte medidas adotadas na gestão de Joe Biden, que havia imposto restrições às execuções federais.
O debate ganhou força após um caso recente na Carolina do Sul, onde um condenado foi executado por fuzilamento pela primeira vez em anos. O episódio reacendeu discussões sobre os métodos utilizados e os limites éticos da pena de morte. Especialistas apontam que a mudança pode intensificar críticas internacionais e aprofundar divisões dentro do próprio país sobre o tema.
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