
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu prorrogar o cessar-fogo com o Irã poucas horas antes do fim do prazo estabelecido. A medida foi tomada após pedidos do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, e do líder militar Asim Munir, que atuam diretamente nas negociações. Segundo Trump, a trégua seguirá válida até que o governo iraniano apresente uma proposta concreta para encerrar o conflito.
Mesmo com a extensão, os Estados Unidos mantêm uma estratégia de pressão. O governo determinou a continuidade do bloqueio naval no Estreito de Ormuz, área vital para o comércio global de petróleo. Além disso, as forças armadas seguem em alerta máximo, indicando que uma possível retomada dos ataques ainda é considerada caso não haja avanço nas negociações.
O cenário diplomático segue travado. Até o momento, autoridades iranianas não confirmaram participação nas novas rodadas de diálogo e acusam Washington de não tratar as negociações com seriedade. A falta de resposta levou ao adiamento da viagem do vice-presidente J.D. Vance ao Paquistão, onde ocorreriam novas conversas. Nos bastidores, aliados próximos de Trump tentam reabrir canais para evitar uma escalada imediata do conflito.
Internamente, a decisão ocorre em meio a pressão política. A aprovação de Trump permanece em 36%, sem avanço, enquanto o conflito com o Irã pressiona os preços dos combustíveis e amplia o desgaste do governo. Há também sinais de divisão entre republicanos sobre o comportamento do presidente, o que reforça o ambiente de instabilidade em um momento delicado tanto na política externa quanto no cenário doméstico.
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