
O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, reconheceu a derrota nas eleições parlamentares deste domingo, 12, marcando o fim de um longo período à frente do governo. Antes mesmo da conclusão da apuração, ele telefonou para parabenizar o líder da oposição, Péter Magyar, que desponta como vencedor pelo Partido Tisza.
Com mais da metade dos votos contados, os resultados já indicavam uma vantagem ampla da oposição. As projeções apontavam que o partido de Magyar poderia conquistar cerca de 136 das 199 cadeiras do Parlamento, enquanto o Fidesz, de Orbán, ficaria com pouco mais de cinquenta. A diferença sugere uma possível maioria qualificada, capaz de influenciar decisões importantes no país.
A vitória representa uma virada significativa na política húngara. Orbán governava desde 2010 com um modelo nacionalista e crítico à União Europeia, mas vinha enfrentando desgaste recente. Problemas econômicos, aumento do custo de vida e críticas sobre a relação do governo com grandes empresários contribuíram para a perda de apoio popular.
Líderes europeus reagiram rapidamente ao resultado. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a Hungria deu um passo em direção à Europa. Já o presidente francês, Emmanuel Macron, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, destacaram a importância da escolha democrática e sinalizaram interesse em fortalecer a cooperação com o novo governo.
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