
O Banco Master contratou, ao longo de 2025, escritórios ligados a dois ex-presidentes da Ordem dos Advogados do Brasil. Os nomes envolvidos são Marcus Vinicius Furtado Coêlho e Felipe Santa Cruz, ambos com forte influência no meio jurídico e político. As informações constam em dados da Receita Federal enviados à CPI do Crime Organizado.
Segundo os documentos, o banco, controlado por Daniel Vorcaro, destinou cerca de R$ 27,5 milhões ao escritório de Coêlho apenas em 2025. Já para Santa Cruz, foram registrados dois pagamentos de R$ 776 mil cada, somando aproximadamente R$ 1,55 milhão. No total, os gastos com serviços jurídicos chegaram a R$ 304,5 milhões no período.
Os valores pagos chamam atenção não apenas pelo montante, mas também pelo perfil dos contratados. Coêlho presidiu a OAB entre 2013 e 2016 e chegou a ser cotado para o Supremo Tribunal Federal. Já Santa Cruz esteve à frente da entidade entre 2019 e 2022 e protagonizou embates públicos com o então presidente Jair Bolsonaro durante seu mandato.
Outro ponto que aparece nos dados é que os repasses feitos ao escritório de Coêlho só ficam atrás dos valores destinados à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. A concentração de pagamentos em nomes com trânsito nos bastidores de Brasília reforça o peso político do caso.
Procurados, Coêlho e Santa Cruz ainda não se manifestaram. O episódio se soma a outras revelações envolvendo o Banco Master e amplia a pressão sobre investigações que buscam entender a rede de relações e contratos firmados pela instituição.
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