
A Alemanha passou a exigir que jovens informem ao governo caso pretendam passar longos períodos no exterior. A medida, que entrou em vigor em janeiro com a nova Lei de Modernização do Serviço Militar, foi confirmada pelo Ministério da Defesa e tem como objetivo reforçar o controle sobre possíveis recrutas. A mudança ganhou repercussão após ser divulgada pela imprensa local, embora tenha passado despercebida nos primeiros meses.
Segundo o governo alemão, a regra busca garantir um sistema mais eficiente de registro militar. A preocupação central é saber onde estão os cidadãos em idade de servir, especialmente em um cenário de crise. A legislação surge em meio ao aumento das tensões na Europa, após a guerra na Ucrânia, e faz parte de um pacote mais amplo para fortalecer as forças armadas do país.
O plano prevê ampliar o número de militares ativos dos atuais 180 mil para cerca de 260 mil até 2035. Além disso, o país já iniciou um modelo de serviço militar voluntário, no qual jovens de 18 anos são consultados sobre o interesse em ingressar nas forças armadas. A partir de 2027, também será aplicada uma avaliação física obrigatória para medir a aptidão dos jovens em caso de necessidade militar.
Apesar de o modelo atual ainda ser voluntário, o debate sobre a volta do serviço obrigatório voltou à tona. Autoridades admitem que essa possibilidade pode ser considerada caso o número de voluntários não seja suficiente. A proposta já enfrenta resistência, especialmente entre jovens, que criticam a ideia de uma preparação militar mais rígida. O movimento marca uma mudança significativa na política de defesa alemã, que havia reduzido drasticamente suas forças desde o fim da Guerra Fria.
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