
O empresário Elon Musk voltou a provocar debate ao afirmar que há uma “infiltração da esquerda” no Judiciário de países ocidentais. A declaração foi publicada em sua conta na rede X e rapidamente ganhou grande repercussão, com milhões de visualizações. Segundo Musk, esse movimento representaria “o maior golpe de longo prazo” em curso no Ocidente.
A fala não surge de forma isolada. Nos últimos meses, Musk tem intensificado críticas a decisões judiciais, especialmente nos Estados Unidos. Ele e o vice-presidente JD Vance passaram a questionar o papel dos tribunais como limite ao poder do Executivo, o que gerou reação de especialistas e abriu um novo capítulo na disputa política envolvendo instituições democráticas.
O embate também ganhou contornos concretos. Musk entrou em conflito com a juíza Kathaleen McCormick, do tribunal de Delaware, responsável por processos ligados à Tesla e à plataforma X. Ele chegou a pedir o afastamento da magistrada, que negou o pedido, mas decidiu redistribuir os casos para outros juízes, evitando maior desgaste institucional.
No Brasil, o debate encontra paralelo nas discussões envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Críticos apontam decisões do magistrado, como o bloqueio da rede X e a condução de inquéritos, como exemplos de concentração de poder. Já defensores afirmam que as medidas visam proteger a democracia. Embora o STF tenha encerrado recentemente um inquérito envolvendo Musk, a disputa de narrativas sobre o papel do Judiciário segue em aberto.
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