
Diante da alta expressiva no preço do querosene de aviação, o governo federal estuda zerar temporariamente as alíquotas de PIS/Cofins sobre o combustível. A medida, que pode ser anunciada já na próxima semana, surge como tentativa de aliviar a pressão sobre as companhias aéreas.
A proposta prevê duração limitada, entre dois e três meses, refletindo a preocupação da equipe econômica em evitar que o benefício se torne permanente. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, já indicou que o setor aéreo está no radar do governo.
Apesar disso, empresas como Latam Airlines, Gol Linhas Aéreas e Azul Linhas Aéreas consideram a medida insuficiente diante do impacto financeiro causado pelo aumento de 54% no combustível.
O gasto mensal com querosene já gira em torno de R$ 700 milhões entre as principais companhias. Com o reajuste, esse custo pode subir em cerca de R$ 350 milhões, enquanto a economia com a isenção tributária seria de apenas R$ 10 milhões a R$ 20 milhões.
Nos bastidores, executivos do setor classificam a iniciativa como simbólica. Para eles, o alívio fiscal não resolve o problema estrutural e outras medidas, como mudanças no IOF e tributação sobre leasing de aeronaves, continuam sendo necessárias.
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