
Os preços do petróleo fecharam em queda nesta quarta-feira (1º), após falas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentarem a expectativa de um possível fim do conflito com o Irã ainda neste mês. A sinalização de trégua trouxe alívio ao mercado, que vinha pressionado pela instabilidade no Oriente Médio.
O barril do petróleo Brent crude oil caiu 2,70%, sendo negociado a US$ 101,16, depois de chegar a ficar abaixo dos US$ 100 durante o dia. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, recuou 1,24%, encerrando a sessão a US$ 100,12 o barril.
A queda reflete a expectativa dos investidores de que a oferta global pode se estabilizar caso o conflito diminua. O petróleo é negociado no mercado futuro, ou seja, os preços atuais já consideram o que os agentes esperam para os próximos meses. Apesar do otimismo, autoridades iranianas enviaram sinais mistos: enquanto o presidente Masoud Pezeshkian falou em possibilidade de acordo, o chanceler Abbas Araghchi afirmou que o país está preparado para um confronto mais longo.
Mesmo com a reação positiva dos mercados financeiros ao redor do mundo, ainda há incertezas importantes. O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo global, segue com funcionamento indefinido. Especialistas alertam que, mesmo com um eventual cessar-fogo, a normalização do fornecimento pode levar semanas ou até meses, mantendo o cenário de cautela entre investidores.
CRISE ECONÔMICA Quebradeira empresarial: Brasil termina primeiro semestre com 6,3 mil empresas em recuperação judicial
GUERRA COMERCIAL Brasil perde força no braço de ferro com os EUA e Lula agora tenta reabrir canal com Trump
MERO JOGO DE CENA? Quem está blefando?
SALÁRIO MÍNIMO Novo salário mínimo de R$ 1.741 pode começar a valer em janeiro de 2027
CAOS ESTABELECEU-SE? Há riqueza maior?
CRISE ECONÔMICA Braskem acende o alerta: recuperação judicial vira retrato da crise financeira das empresas brasileiras
BANCO CENTRAL Pix sofre instabilidade e revela o tamanho da dependência do Brasil do sistema de pagamentos
CRISE ECONÔMICA Empresas em crise: quando a recuperação judicial vira o retrato de uma economia sufocada
REFORMA TRIBUTÁRIA Split payment: a reforma tributária pode tirar o imposto do caixa antes mesmo de a empresa respirar Mín. 23° Máx. 39°