
A pobreza na Argentina voltou a cair no segundo semestre de 2025 e atingiu 28,2% da população, segundo dados do Indec. É o menor índice desde 2018. Ao todo, cerca de 8,5 milhões de argentinos ainda vivem abaixo da linha da pobreza, enquanto 1,9 milhão estão em situação de miséria.
Na comparação com o primeiro semestre de 2025, houve uma redução de 3,4 pontos percentuais. Já em relação ao mesmo período de 2024, a queda foi ainda mais expressiva, chegando a 9,9 pontos. O cálculo leva em conta o acesso da população à cesta básica alimentar e também a itens essenciais, como transporte e serviços.
Os dados mostram que a renda das famílias cresceu mais rápido que o custo de vida. No período, a renda média subiu 18,3%, enquanto a cesta básica alimentar aumentou 11,9% e a cesta total, 11,3%. Esse cenário ajudou a melhorar o poder de compra e aliviar a pressão sobre os mais pobres.
O governo do presidente Javier Milei comemorou o resultado e atribuiu a melhora à queda da inflação e à estabilização da economia. Segundo o ministro da Economia, Luis Caputo, o avanço também está ligado ao crescimento econômico recente. A inflação mensal, que chegou a 25,5% no início de 2024, recuou para 2,9% em fevereiro de 2026, reforçando o cenário de recuperação.
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