
O plano de desligamento voluntário dos Correios registrou 2.347 adesões até esta segunda-feira (30), número bem abaixo da meta inicial de 10 mil saídas previstas para este ano. Diante da baixa procura, a estatal decidiu prorrogar o prazo de adesão até o dia 7 de abril. O programa faz parte de uma estratégia para reduzir custos e reestruturar a empresa sem recorrer a demissões em massa.
O PDV oferece incentivos para que funcionários deixem seus cargos por decisão própria, funcionando como um acordo entre empresa e empregado. Segundo os Correios, a prorrogação busca dar mais tempo para análise das condições, incluindo mudanças no plano de saúde. A iniciativa é considerada peça-chave dentro de um plano maior que prevê a redução de até 15 mil funcionários até 2027.
A dificuldade em alcançar a meta acontece em meio a uma crise financeira que se agrava nos últimos anos. Em 2022, a estatal teve prejuízo superior a R$ 700 milhões, número que saltou para R$ 2,5 bilhões em 2024. Para manter as operações, os Correios recorreram a um empréstimo de R$ 12 bilhões, com garantia do Tesouro Nacional, e ainda admitem a necessidade de mais recursos ao longo de 2026.
Além do PDV, o plano de reestruturação inclui corte de gastos, venda de imóveis e fechamento de cerca de mil agências em todo o país. Segundo a direção da empresa, o modelo atual se tornou insustentável após uma sequência de prejuízos. A expectativa é economizar cerca de R$ 2 bilhões por ano a partir de 2027, mas o desafio agora é reverter o cenário antes que o rombo alcance níveis ainda mais críticos.
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