
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter sido informado pela CIA de que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, seria gay. A declaração foi dada durante entrevista à Fox News, mas não foi acompanhada de provas. Segundo Trump, “muita gente” também estaria dizendo o mesmo, o que, na avaliação dele, colocaria o líder iraniano em desvantagem dentro do próprio país.
A fala ganhou repercussão imediata por envolver um tema extremamente sensível no Irã, onde relações entre pessoas do mesmo sexo são consideradas crime e podem ser punidas com a morte. A acusação, sem confirmação oficial, levanta dúvidas sobre possíveis disputas internas no regime e também sobre o uso político de informações de inteligência em meio ao conflito no Oriente Médio.
Mojtaba Khamenei assumiu o poder após a morte do pai, Ali Khamenei, em ataques atribuídos a Israel e aos Estados Unidos. Considerado linha-dura e ligado à Guarda Revolucionária, ele já era visto como figura influente nos bastidores do regime. Sua ascensão, no entanto, não é consenso dentro do sistema iraniano, já que a sucessão familiar não é tradicional no modelo político-religioso do país.
Além da polêmica, o novo líder também é cercado por incertezas. Ele não tem aparecido publicamente desde o ataque que matou seu pai, o que alimenta especulações sobre seu estado de saúde. Enquanto isso, a crise no Oriente Médio se intensifica, e declarações como a de Trump ampliam ainda mais a tensão em torno da nova liderança iraniana e do futuro do regime.
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