
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou nesta segunda-feira (23) a favor da concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O pedido foi encaminhado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que será responsável pela decisão final. No parecer, Gonet afirma que o estado de saúde do ex-presidente exige cuidados constantes e pode apresentar pioras repentinas.
A defesa de Bolsonaro voltou a solicitar a medida após a confirmação de um quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral. O ex-presidente precisou ser internado às pressas depois de apresentar sintomas como vômitos e calafrios. Segundo médicos, a evolução rápida do quadro indica gravidade e exige acompanhamento intensivo.
De acordo com informações do hospital DF Star, Bolsonaro chegou a ser tratado na UTI, com uso de antibióticos intravenosos. O tratamento, no entanto, também trouxe efeitos colaterais, como impacto nos rins, o que exige ainda mais cautela da equipe médica. No documento, Gonet destaca a necessidade de monitoramento rigoroso e contínuo para evitar riscos maiores.
O procurador também argumenta que o STF já concedeu prisão domiciliar em casos semelhantes envolvendo problemas de saúde. Apesar disso, a decisão ainda depende de Moraes, que pode solicitar uma nova perícia antes de decidir. Atualmente, Bolsonaro cumpre pena em regime fechado após condenação a mais de 27 anos de prisão.
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