
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou a aprovação de um requerimento da CPI do Crime Organizado que determinava a quebra de sigilos fiscal e bancário de uma empresa ligada ao Tayayá Resort. O pedido havia sido aprovado em bloco pelos parlamentares, procedimento que já vinha sendo questionado dentro da própria Corte.
O requerimento foi apresentado pelo senador Sergio Moro (União-PR) e tinha como alvo um fundo de investimento administrado pela Reag, empresa que é investigada pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento em desvios de recursos do Banco Master. A decisão de Gilmar considerou que a forma de aprovação comprometeu a validade da medida.
No centro do caso está o Arleen Fundo de Investimento, que realizou um aporte milionário para adquirir participação no Tayayá Resort. A operação envolveu a compra de ações que anteriormente pertenciam à Maridt Participações S.A., empresa que tem entre seus sócios o ministro Dias Toffoli, também do STF. Registros da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) indicam que o investimento foi feito em outubro de 2025.
Em manifestações públicas, Toffoli afirmou que não conhece o gestor do fundo e negou qualquer relação com o empresário Daniel Vorcaro, citado nas investigações. O ministro também declarou que nunca recebeu valores ligados ao banqueiro ou a pessoas próximas a ele. O episódio amplia a tensão entre decisões judiciais e investigações parlamentares em curso no país.
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