Domingo, 12 de Julho de 2026
31°

Tempo nublado

Teresina, PI

Brasil REAÇÃO

Gilmar Mendes anula quebra de sigilo ligada a resort envolvendo fundo investigado

Decisão do STF atinge requerimento da CPI e reacende debate sobre procedimentos e conexões financeiras

19/03/2026 às 14h02 Atualizada em 22/03/2026 às 08h08
Por: Wagner Albuquerque
Compartilhe:
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou a aprovação de um requerimento da CPI do Crime Organizado que determinava a quebra de sigilos fiscal e bancário de uma empresa ligada ao Tayayá Resort. O pedido havia sido aprovado em bloco pelos parlamentares, procedimento que já vinha sendo questionado dentro da própria Corte.

O requerimento foi apresentado pelo senador Sergio Moro (União-PR) e tinha como alvo um fundo de investimento administrado pela Reag, empresa que é investigada pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento em desvios de recursos do Banco Master. A decisão de Gilmar considerou que a forma de aprovação comprometeu a validade da medida.

No centro do caso está o Arleen Fundo de Investimento, que realizou um aporte milionário para adquirir participação no Tayayá Resort. A operação envolveu a compra de ações que anteriormente pertenciam à Maridt Participações S.A., empresa que tem entre seus sócios o ministro Dias Toffoli, também do STF. Registros da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) indicam que o investimento foi feito em outubro de 2025.

Em manifestações públicas, Toffoli afirmou que não conhece o gestor do fundo e negou qualquer relação com o empresário Daniel Vorcaro, citado nas investigações. O ministro também declarou que nunca recebeu valores ligados ao banqueiro ou a pessoas próximas a ele. O episódio amplia a tensão entre decisões judiciais e investigações parlamentares em curso no país.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários