
A ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, voltou a prestar depoimento nesta terça-feira (17) em um novo processo por corrupção que investiga um suposto esquema de propinas envolvendo políticos e empresários. A audiência faz parte do chamado “Caso dos Cadernos”, que apura a existência de uma rede ilegal de arrecadação de dinheiro durante os governos kirchneristas, entre 2003 e 2015.
Durante o depoimento, Cristina Kirchner adotou um tom duro contra o Judiciário. Ela acusou juízes e promotores de atuarem com “práticas mafiosas” e afirmou que há uma perseguição política contra sua pessoa. A ex-presidente também se recusou a responder perguntas sobre as acusações e alegou que provas teriam sido manipuladas para incriminá-la.
Atualmente em prisão domiciliar por uma condenação anterior, Kirchner utiliza tornozeleira eletrônica e pode enfrentar uma nova pena que varia de cinco a dez anos de prisão. Segundo a acusação, ela teria liderado uma associação ilícita responsável por cobrar propinas de empresários em contratos de obras públicas, com mais de 200 pagamentos irregulares identificados.
Do lado de fora, apoiadores se reuniram em Buenos Aires em defesa da ex-presidente, enquanto nas redes sociais ela classificou o julgamento como uma “farsa”. A defesa tenta anular o processo, questionando a validade das provas, mas a Justiça argentina mantém o andamento do caso, que deve se estender ao longo de 2026.
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