
O jornalista e influenciador conservador Tucker Carlson, ex-âncora da Fox News e figura central do movimento ligado a Donald Trump, passou a ser investigado nos Estados Unidos após suspeitas de contato com iranianos antes da ofensiva americana no Irã. As acusações estariam baseadas na Lei de Registro de Agentes Estrangeiros (FARA), que regula a atuação de pessoas que representem interesses de outros países.
O próprio Carlson afirmou que não acredita na formalização de uma denúncia, mas decidiu tornar o caso público diante do clima de tensão provocado pelo conflito no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, o jornalista se destacou como uma das vozes mais críticas à ação militar, classificando a ofensiva como “repugnante e maligna” e contrária aos interesses dos Estados Unidos.
As declarações provocaram uma ruptura imediata com o ex-presidente Donald Trump, de quem Carlson já foi aliado próximo. Em entrevista recente, Trump afirmou que o jornalista “se perdeu” e declarou que ele não representa mais os princípios do movimento MAGA, marcando um afastamento público entre os dois.
Com trajetória consolidada na mídia conservadora, Carlson ganhou notoriedade ao longo dos anos por suas posições firmes sobre imigração, política externa e temas culturais. Após deixar a Fox News em 2023, ele passou a adotar um discurso mais independente, acumulando entrevistas polêmicas e críticas ao próprio Partido Republicano, o que intensificou seu isolamento dentro da direita americana.
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