
Duas semanas após o início da guerra entre os Estados Unidos e o Irã, o vice-presidente JD Vance tem mantido uma postura reservada em relação ao conflito. Diferentemente de outras operações conduzidas pelo governo de Donald Trump, nas quais demonstrou forte apoio público, Vance tem evitado comentar diretamente sua posição sobre a ofensiva militar.
A atitude contrasta com episódios anteriores. Após ataques ao programa nuclear iraniano no ano passado, Vance chegou a classificar a operação como “incrível” em entrevistas na televisão. Ele também usou as redes sociais para defender ações do governo, como a operação para capturar o presidente venezuelano Nicolás Maduro. Desta vez, porém, o vice-presidente tem se limitado a comentários mais genéricos.
Quando questionado recentemente sobre qual teria sido seu conselho ao presidente antes e depois do início da guerra, Vance evitou dar detalhes. Durante uma conversa com jornalistas na Carolina do Norte, afirmou que não revelaria o conteúdo das discussões na Sala de Situação da Casa Branca, argumentando que o presidente precisa ter liberdade para conversar com seus conselheiros sem exposição pública.
Analistas apontam que o comportamento pode refletir diferenças de visão dentro da própria administração. Antes de assumir a vice-presidência, Vance já havia defendido posições mais cautelosas sobre intervenções militares no Oriente Médio. Ainda assim, aliados do governo afirmam que ele continua sendo uma voz importante nas decisões da Casa Branca, mesmo mantendo um perfil mais discreto em relação ao conflito atual.
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