
O ex-presidente Jair Bolsonaro amanheceu internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília, nesta segunda-feira, 16, ainda sob cuidados intensivos para tratar uma pneumonia bacteriana bilateral decorrente de um episódio de broncoaspiração. O quadro clínico é considerado estável, mas inspira atenção da equipe médica.
Segundo o boletim médico divulgado pelo hospital, Bolsonaro apresentou melhora da função renal, um dos pontos de maior preocupação nos primeiros dias de internação. Apesar dessa evolução, exames laboratoriais apontaram nova elevação dos marcadores inflamatórios no sangue, sinal de que o processo infeccioso ainda exige monitoramento rigoroso.
Diante desse aumento da inflamação, os médicos decidiram ampliar a cobertura de antibióticos para combater a infecção pulmonar. A pneumonia foi causada por broncoaspiração, situação em que secreções ou conteúdo gástrico entram nas vias respiratórias, provocando uma infecção potencialmente grave nos pulmões.
O ex-presidente permanece sob suporte clínico intensivo, com acompanhamento permanente da equipe de terapia intensiva. O tratamento inclui antibióticos de amplo espectro, hidratação, fisioterapia respiratória e exercícios motores para evitar complicações decorrentes da internação prolongada.
De acordo com os médicos, não há previsão de alta da UTI neste momento. A permanência na unidade de terapia intensiva ocorre justamente para garantir monitoramento constante da função respiratória, renal e cardiovascular enquanto a infecção pulmonar é controlada.
Bolsonaro foi internado na sexta-feira após apresentar febre alta, calafrios e dificuldades respiratórias. Os exames confirmaram o diagnóstico de broncopneumonia, uma infecção pulmonar que exige tratamento agressivo com antibióticos e acompanhamento hospitalar intensivo, especialmente em pacientes com histórico de saúde complexo.
A equipe médica também intensificou a fisioterapia respiratória, considerada essencial para melhorar a ventilação pulmonar e ajudar na recuperação dos pulmões afetados pela infecção. Esse tipo de procedimento é comum em quadros de pneumonia mais severos, principalmente quando há risco de complicações respiratórias.
A internação ocorre em um momento delicado da vida política e jurídica do ex-presidente. Bolsonaro cumpre pena após condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado e sua defesa aguarda novos laudos médicos para tentar obter prisão domiciliar por razões humanitárias junto ao Supremo Tribunal Federal.
Mesmo com a melhora da função renal, os médicos destacam que o quadro ainda exige cautela. O aumento dos marcadores inflamatórios indica que o organismo continua reagindo à infecção, o que impede qualquer previsão segura de transferência para um quarto comum ou alta hospitalar.
Em síntese, Bolsonaro inicia a semana clinicamente estável, com evolução parcial do quadro, mas ainda dependente de tratamento intensivo na UTI. A prioridade da equipe médica é controlar a pneumonia e reduzir o processo inflamatório antes de qualquer previsão de alta.
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