
A inflação voltou a acelerar no Brasil em fevereiro. O Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA) subiu 0,7% no mês, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é mais que o dobro do registrado em janeiro, quando o índice havia ficado em 0,3%. Considerado o principal indicador da inflação no país, o IPCA mede o custo de vida de famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos.
Com o novo resultado, a inflação acumulada chega a 1,03% em 2026 e a 3,81% nos últimos 12 meses. Especialistas apontam que a alta contínua dos preços ocorre em um cenário de forte gasto público. Mesmo diante das pressões inflacionárias, o governo federal não tem sinalizado medidas relevantes para reduzir despesas ou enxugar a estrutura administrativa, que hoje conta com um grande número de ministérios e cargos.

Entre os grupos que mais pressionaram o índice em fevereiro está Educação, que registrou aumento de 5,21%, impulsionado principalmente por reajustes de mensalidades escolares no início do ano. Também contribuíram para a alta os setores de Transportes (0,74%) e Saúde e cuidados pessoais (0,59%). Outros itens, como Despesas pessoais, Habitação e Alimentação e bebidas, também tiveram aumento, ainda que em ritmo menor.
O IPCA acompanha a variação de preços de produtos e serviços consumidos pelas famílias nas áreas urbanas e representa cerca de 90% dos domicílios brasileiros. Para analistas, o avanço da inflação reforça o desafio econômico do país e reacende o debate sobre controle de gastos públicos e reformas administrativas, medidas consideradas essenciais para reduzir pressões sobre os preços e dar mais estabilidade à economia.
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