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Crise no IBGE: procurador pede afastamento de Marcio Pochmann por possível interferência técnica

Documento enviado ao TCU aponta mudanças em setores estratégicos e alerta para risco à credibilidade das estatísticas oficiais

11/03/2026 às 09h45 Atualizada em 12/03/2026 às 08h43
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) pediu o afastamento do presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Marcio Pochmann. A solicitação foi feita pelo procurador Júlio Marcelo de Oliveira, que apresentou uma representação apontando possíveis irregularidades na condução do órgão e riscos à credibilidade das estatísticas oficiais do país.

No documento, o procurador afirma que mudanças recentes na estrutura do instituto podem comprometer a autonomia científica e técnica do IBGE. Entre as preocupações estão a substituição de servidores de carreira em cargos estratégicos por funcionários recém-admitidos e ainda em estágio probatório, inclusive em áreas consideradas de alta complexidade técnica.

A representação também critica a tentativa de criação da Fundação de Apoio à Inovação Científica e Tecnológica do IBGE, chamada de Fundação IBGE+. Segundo o procurador, a iniciativa teria sido proposta sem autorização legislativa específica, o que poderia contrariar a Constituição e as normas que regulam o funcionamento do instituto. O Tribunal de Contas da União já apontou irregularidades no processo de criação da entidade.

Outro ponto citado no pedido é a recente troca no comando do setor de Contas Nacionais, responsável pelo cálculo do Produto Interno Bruto (PIB). Para o Ministério Público, as mudanças e exonerações sucessivas em áreas técnicas sensíveis podem fragilizar a confiança pública nos indicadores produzidos pelo IBGE, considerados fundamentais para a formulação de políticas econômicas no país.

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