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Saúde SAÚDE

Cientista reconhece falhas em estudo sobre polilaminina, mas defende potencial do tratamento

Pesquisa que investiga recuperação de lesões na medula espinhal passará por revisão antes de nova publicação

09/03/2026 às 17h04 Atualizada em 10/03/2026 às 11h43
Por: Wagner Albuquerque
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Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

A professora e pesquisadora Tatiana Sampaio reconheceu erros na versão inicial do estudo que investiga o uso da polilaminina como possível tratamento para lesões na medula espinhal. Segundo ela, o trabalho passará por uma revisão completa antes de ser publicado novamente. O artigo apresentou inconsistências na forma como alguns dados foram descritos e divulgados, especialmente na versão preliminar que tratava dos primeiros testes em humanos.

O material divulgado em fevereiro de 2024 era um pré-print, ou seja, uma versão inicial do estudo que ainda não havia passado pela revisão de outros cientistas. De acordo com a pesquisadora, o objetivo da publicação era apenas registrar a autoria da descoberta. Tatiana admitiu que o texto tinha problemas de redação e apresentação dos dados, o que acabou gerando questionamentos de especialistas.

Tatiana Sampaio, pesquisadora do estudo sobre polilaminina - Foto: Reprodução

Entre os pontos criticados está um gráfico que mostrava a evolução de um paciente durante quase 400 dias, enquanto o texto indicava que o mesmo paciente teria morrido poucos dias após o tratamento. A cientista explicou que se tratava de um erro de digitação e que o gráfico se referia a outro paciente que sobreviveu e foi acompanhado durante o estudo. Também devem ser corrigidas imagens de exames de eletromiografia, que haviam sido incluídas com dados brutos.

Apesar das correções necessárias, Tatiana Sampaio afirma que as mudanças são apenas de apresentação e não alteram os resultados da pesquisa. Segundo ela, quatro pacientes com lesões torácicas apresentaram cerca de 1% de recuperação, o que indicaria potencial terapêutico da proteína. A versão revisada do estudo ainda aguarda aceitação de uma revista científica para publicação. Até agora, tentativas de publicação em revistas internacionais foram rejeitadas, mas a pesquisadora mantém confiança na eficácia do tratamento.

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