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Brasil 8 DE MARÇO

Dia da Mulher: quem foi a primeira mulher a lutar no Exército brasileiro

História de Maria Quitéria ajuda a explicar avanços recentes da presença feminina nas Forças Armadas

08/03/2026 às 10h06 Atualizada em 09/03/2026 às 17h14
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Neste Dia Internacional da Mulher, a trajetória feminina nas Forças Armadas volta ao debate com novos marcos históricos. Em 2026, o Exército Brasileiro incorporou pela primeira vez mulheres como soldados no serviço militar inicial. Além disso, a coronel médica Cláudia Lima Gusmão Cacho pode se tornar a primeira mulher a alcançar o posto de general da Força Terrestre, caso sua indicação seja confirmada pelo presidente da República.

Muito antes dessas mudanças, uma mulher já havia desafiado as regras da época para lutar no Exército. Maria Quitéria, nascida em Feira de Santana, na Bahia, entrou para a história ao participar das batalhas pela Independência do Brasil em 1822. Como mulheres não podiam se alistar, ela se disfarçou de homem e ingressou nas tropas usando o nome de “soldado Medeiros”.

Maria Quitéria participou de combates importantes na Bahia e ganhou destaque pela atuação nas batalhas. Em uma delas, conseguiu render soldados portugueses e levá-los sozinha para o acampamento brasileiro. O feito chamou a atenção do imperador Dom Pedro I, que concedeu a ela a honraria da Ordem Imperial do Cruzeiro.

Apesar do reconhecimento, a heroína acabou vivendo no anonimato após a guerra e morreu pobre em Salvador. Com o passar dos anos, sua história voltou a ser lembrada e hoje ela é considerada símbolo da presença feminina nas Forças Armadas. Especialistas apontam que conquistas recentes, como a chegada das primeiras soldadas e a possível primeira general do Exército, são parte de um caminho iniciado por mulheres como Maria Quitéria há mais de dois séculos.

Minha homenagem:

Neste Dia da Mulher, deixo também uma mensagem de reconhecimento e respeito a todas as mulheres. São elas que geram a vida humana, que alimentam seus filhos com o próprio corpo e que colocam cuidado, sensibilidade e carinho em tudo o que fazem. Mesmo enfrentando desafios diários, como jornadas duplas de trabalho e a responsabilidade de cuidar da família, seguem sendo pilares fundamentais da sociedade. Infelizmente, muitas ainda são vítimas de violência covarde, algo que precisa ser combatido com firmeza por todos nós. Que este dia seja não apenas de celebração, mas também de respeito, gratidão e valorização das verdadeiras heroínas do nosso dia a dia. 

Feliz dia, minha querida mãe, Val e minha amada esposa, Talita!

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Sobre Wagner Albuquerque é um jornalista multifacetado, com uma carreira marcada por passagens expressivas pela Band, onde atuou como editor, produtor, repórter e apresentador. Ao longo de sua trajetória, também esteve à frente da Direção de Jornalismo em diversos portais de destaque, sempre pautado pela ética e pela busca da informação de qualidade. Atualmente, é apresentador da TV Lupa1 e jornalista no portal Gazeta Hora1, onde se destaca pela credibilidade, visão analítica e compromisso com a relevância dos fatos que impactam o dia a dia do público.
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